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11/03/2012 - 21h58

Zona Portuária será o novo endereço do crescimento no Rio

Obras para os Jogos de 2016 vão impulsionar a expansão imobiliária na região, que terá prédios residenciais

Erica Ribeiro

As obras na Zona Portuária do Rio de Janeiro vão mudar a cara da região e serão, logo depois da realização dos Jogos Rio 2016, o mais novo endereço do crescimento imobiliário na cidade. A região passará a ter prédios residenciais de dois e três quartos, além de dois hotéis na área onde será erguido o projeto do Porto Olímpico. Enquanto os jogos durarem, estes espaços serão ocupados por profissionais que vão trabalhar durante o evento, como jornalistas e pessoal de apoio.

Ao todo, na primeira fase do projeto imobiliário local, são quatro mil unidades, sendo dois mil imóveis residenciais e o restante dois hotéis de 500 quartos e mais empreendimentos comerciais. A Solace – sociedade de propósito específico constituída para investimentos imobiliários na área do Porto Maravilha – vai empreender na região o conceito “viver, morar e trabalhar integrados”, com empreendimentos imobiliários de uso misto, com fins residenciais e comerciais.

As obras devem começar no final do ano e ficarão a cargo da própria Solace que a princípio também vai cuidar da venda destes imóveis.

Na última semana, a Prefeitura do Rio, o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (gerido pela Caixa Econômica Federal), Previ-Rio e a Solace assinaram um Termo de Compromisso para Desenvolvimento de Projetos Imobiliários no Porto Olímpico. O documento dita as regras para a construção dos imóveis e de como eles serão aproveitados logo depois dos jogos. Para o vice-presidente da Associação Brasileira dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Paulo Fabbriani, as unidades residenciais entre R$ 150 mil e R$ 250 mil podem estar com valores altos demais para região. Mas tudo dependerá, diz ele, de como será a planta dos apartamentos que serão construídos.

Ele destaca que a região portuária e arredores já é considerada uma nova fronteira de desenvolvimento urbano e o mercado imobiliário já está de olho em oportunidades.

“No momento, o mercado estuda alternativas disponíveis de terrenos. Ainda existem dúvidas quanto à propriedade de alguns terrenos. Numa avaliação preliminar foi identificado que 70% devem pertencer à União, estados e municípios. O fato é que as condições necessárias para que o mercado se instale na região já estão em andamento. Já há investimento em infraestrutura e com o tempo e a modificação da área, os empreendimentos começarão a surgir no local”, diz ele.

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“Ainda existem dúvidas quanto à propriedade de alguns terrenos. Numa avaliação preliminar, foi identificado que 70% devem pertencer à União, estados e municípios”

Paulo Fabbriani – Vice-presidente da Associação Brasileira dos Dirigentes do Mercado Imobiliário

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Brasil Econômico/AC

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