União Europeia fecha acordo de sanções ao Irã

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  • Postado em 19 de janeiro, 2012


    Rodrigo Craveiro

    O regime iraniano está cada vez mais isolado do Ocidente. Depois de os Estados Unidos deslocarem porta-aviões para o Estreito de Ormuz, a “porta” do Golfo Pérsico, e imporem sanções a Teerã, ontem foi a vez de a União Europeia (UE) obter um acordo para proibir qualquer transação financeira de seus 27 países-membros com o Banco Central iraniano. “O texto (sobre as sanções) é considerado como aceito e fechado”, admitiu um dos diplomatas europeus à agência de notícias France-Presse, sob a condição de anonimato. As medidas serão discutidas na próxima segunda-feira, no âmbito de um encontro dos chanceleres do bloco, em Bruxelas.

    Para o iraniano Ali Alfoneh, especialista do American Enterprise Institute (em Washington), a decisão da UE segue a linha das sanções já impostas pelos Estados Unidos. E indica o fracasso de uma estratégia da política externa de Teerã. “A República Islâmica não conseguiu provocar um racha na UE e nos EUA. Além disso, falhou na tentativa de criar atritos com o bloco europeu: a Itália e a Grécia, importantes parceiras comerciais do regime, aderiram às medidas”, afirmou Alfoneh.

    Segundo o analista, o governo do presidente Mahmud Ahmadinejad já paga um preço alto pelo programa nuclear. “Ele inclui sanções mais pesadas e a presença naval dos EUA no Oriente Médio”, apontou. Alfoneh admite que Teerã começa a enviar sinais diplomáticos conciliatórios ao Ocidente. “Não se sabe se isso reflete um desejo genuíno de acalmar a comunidade internacional ou se trata apenas de uma manobra para ganhar tempo”, acrescentou o iraniano. Também na segunda-feira, além do congelamento das receitas do Banco Central do Irã, ministros europeus devem estudar o embargo de petróleo. A UE já embargou a venda de equipamentos e o investimento em indústrias petrolíferas e de gás iranianas. E impôs restrições às transferências de fundos .

    O chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, tentou pôr panos quentes em relação à ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, via de escoamento do petróleo para o Ocidente. “Jamais o Irã tentou impedir ou colocar obstáculos a esta rota marítima importante”, comentou à rede de tevê turca NTV. “Nós queremos a paz e a estabilidade na região. Mas os americanos, que estão a 19 mil quilômetros desta região, querem dirigir certos países daqui.

    ” Terremoto de 5,5 graus fere 100 Um terremoto de magnitude 5,5 graus na escala Richter sacudiu o nordeste do Irã, ferindo 100 pessoas e causando destruição em áreas residenciais. O terremoto foi registrado às 16h04 locais (10h34 de Brasília) na região de Neishabur, uma cidade de 500 mil habitantes, na província de Jorasan Razavi. Em 26 de dezembro de 2003, um terremoto de 6,3 graus devastou a cidade de Bam (sudeste) e matou 31 mil iranianos.

    Correio Braziliense/AC



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