Um minuto com Jeferson Soares – Diretor Comercial de Energia da Rio Negócios

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  • Postado em 13 de agosto, 2015


    Foto entrevista

    Rio Negócios – Qual a sua visão sobre o momento do setor de óleo e gás e a tendência de evolução?

    Jeferson Soares – Olhando por uma perspectiva histórica, saímos de um período de estabilidade no setor e estamos em meio a uma grande transição. O Brasil tem ativos importantes a médio e longo prazo: reservas relevantes provadas e grande potencial de surgimento de novas reservas, capacidade técnica para exploração e produção, infraestrutura instalada e possibilidade de evolução para acompanhar novas demandas, bem como instituições políticas sólidas que têm papel importante na atração de novos investimentos internacionais. O momento atual é delicado, mas há investimentos grandes acontecendo internacionalmente e o Brasil está na pauta de alguns deles. Ainda não há clareza sobre quando, e movido por que mecanismos, o setor de petróleo internacional vai sair do quadro em que se encontra no momento. Devem ser considerados os componentes geopolíticos, a capacidade de adaptação, inovação e resiliência das empresas, a competitividade dos diferentes mercados e, também, a evolução da produção de outras formas de energia.

    RN – Quais inovações tecnológicas terão papel mais relevante para o mercado de óleo e gás nos próximos anos?

    JS – A palavra de ordem no setor globalmente é competitividade. Todas as empresas estão voltadas para redução de custos operacionais e aumento de produtividade. Explorar e produzir a menores custos neste momento, e nos próximos anos, será questão de sobrevivência para muitos players relevantes do mercado e suas respectivas cadeias de fornecimento. Essa pode não ser uma novidade muito original, mas é de fato o foco do setor no momento.

    RN – Qual o papel o Rio de Janeiro na geração  destas inovações?

    JS – O Rio tem papel protagonista, pois em pesquisa e desenvolvimento, a cidade tem a maior concentração de talentos do Brasil. Três dos melhores cursos de engenharia de petróleo e gás no país estão no Rio de Janeiro. Diversos centros de P&D de última geração também estão reunidos no Parque Tecnológico da UFRJ, na Ilha do Fundão, Zona Norte da cidade, produzindo tecnologia que será aplicada no Brasil e no exterior. Líderes da indústria formam esse polo de inovação, onde tecnologias que ditarão o futuro do setor estão sendo desenvolvidas aqui.

    RN – Como você vê a integração da WECP com a OTC Brasil?

    JS – A realização de dois importantes eventos globais de óleo e gás na cidade consolida o status do Rio de Janeiro como marketplace internacional do setor. A integração de governantes e delegações comerciais das 23 capitais de energia com representantes das maiores empresas e instituições acadêmicas nacionais e internacionais do setor é uma ótima oportunidade para o surgimento de novas parcerias e relações de negócios. Durante o mês de outubro, o Rio será a capital mundial de petróleo.