Um minuto com Dieter Miers

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  • Postado em 27 de outubro, 2016


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    Dieter Miers é Relações Internacionais da Dechema (Sociedade para Engenharia Química e Biotecnologia) e responsável por trazer ao Brasil a TeQ 2016 – Feira Internacional de Fornecedores da Indústria Química e de Processos. 

    Rio Negócios – O que levou a Dechema expandir as atividades da TeQ para o Brasil?
    Dieter Miers – Ao olhar o mapa do mundo fica nítido que o Brasil tem um potencial enorme devido à vasta área agrícola (não é totalmente usada) que pode abastecer o mercado alimentar e paralelamente produzir biomassa que serve de matéria-prima renovável (Celulose obtida Eucalipto, bagaço da cana e outras culturas) para uma indústria de processos.

    O Brasil tem áreas úteis que podem ser usadas para produção de energias alternativas, tais como vento e sol. Além de espaços favoráveis a exploração de fontes minerais, sem esquecer as reservas de petróleo, água potável e terras raras, por exemplo. Há, porém, a necessidade de explorar com consciência e responsabilidade. E isso requer o uso de recursos tecnológicos existentes no Brasil e internacionais.

    O país tem um arsenal de matérias-primas que promete muito na área de cosméticos. Durante a TeQ analisaremos a indústria de cosméticos, a química verde e a bioeconomia. Teremos profissionais destas áreas debatendo exatamente as tendências do mercado brasileiro e suas interações com o mercado internacional.

    A indústria de alimentos, cosméticos, farmacêutica e outras diretamente envolvidas com a indústria química, ou como eu gosto de tratar, a indústria de processos tecnológicos pode receber um bom impulso. O momento certo de investir é agora e assim crescer junto com o mercado brasileiro.

    RN – Quais são as expectativas para o estabelecimento da feira como parte vital do calendário do setor?
    DM – Vai depender muito do interesse da classe industrial no país. Devemos receber esse evento como uma possibilidade de estabelecer contato direto com a indústria de processos fora do Brasil. À inovação e a pesquisa nacional não foram muito motivadas financeiramente nos últimos anos, ou melhor, se compararmos o investimento brasileiro com o investimento de outros países na Europa podermos ver que existe uma diferença significativa.

    Por trabalhar em uma das empresas que atua diretamente com pesquisa posso afirmar que muitos projetos interessantes nos setores, como por exemplo, armazenamento de energia, processos envolvendo ligas metálicas novas e que são de grande interesse para o setor automobilístico estão prontos e maduros, após serem testados e aprovados como eficientes para o uso em grande escala, ou seja, na linha de produção. Queremos exatamente isso! Que brasileiros e europeus colaborarem mutuamente para evolução do mercado. Por isso, acredito que ambos ganham com a realização da TeQ no Brasil.

    A Feira, ou melhor, como eu gosto de expressar: A exposição juntamente com o congresso, formam uma sinergia interessante, pois de um lado se tem a indústria diretamente com seus produtos finais, já no congresso temos diversos profissionais da área que atuam em instituições, associações, sociedades e conselhos importantes para estruturar e caracterizar o setor químico ou da indústria de processos.

    Estes multyplers podem trabalhar no sentido eficiente de transferência de tecnologia em seus meios de comunicação e em sua rede interna diretamente com o profissional ou a indústria associada.



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