Um minuto com Carlos Tufvesson

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  • Postado em 3 de junho, 2016


    Foto Tufvesson

    Carlos Tufvesson é estilista e presidente do Conselho de Moda do município do Rio de Janeiro

    Rio Negócios – Quais os pontos de atenção para a evolução da indústria da moda brasileira?

    Carlos Tufvesson – O setor de confecções é forte gerador de empregos no Estado do Rio de Janeiro, como também gerador de tributos. Só que sempre foi um setor pouco atendido pelo Poder Público no que toca a incentivos tributários como forma de ampliar a produção e especialmente para capital de giro, que é o maior gargalo das empresas que muitas vezes força ao fenômeno do “não cresças”.

    É preciso entender que as semanas de moda são mais do que “roupas que estão na passarela”. É a forma que nosso setor comercializa seus produtos. Um desfile de moda não traz retorno de venda apenas a grife que desfila, mas também ao setor como um todo, desde a rua da Alfandega até os atacados de Copacabana e Ipanema.

    No caso da moda carioca, por exemplo, são 296 mil estabelecimentos com até 99 empregados cada uma. Só no setor de confecções, são quatro mil empresas que geram 55 mil empregos diretos e mais de 90 mil indiretos. Portanto, antes de tudo, é preciso que o Poder Público entenda, verdadeiramente, a moda como atividade econômica.



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