Um caso de sucesso na recuperação da marca

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  • Postado em 23 de janeiro, 2012


    PERFIL SERGIO GABRIELLI

    Ao se afastar da presidência da Petrobras em fevereiro, José Sergio Gabrielli terá completado seis anos e sete meses no cargo que, acrescidos ao período em que ocupou a diretoria financeira, dá o total de nove anos. Ou seja, esteve no centro de decisões da empresa desde a estreia do governo do Partido dos Trabalhadores na Presidência da República, em janeiro de 2003.

    Gabrielli deixa a petrolífera com um inegável saldo positivo de realizações, recuperando a marca da principal empresa brasileira e projetando-a no agitado mercado internacional de petróleo.

    Na condição de estatal mais visada por grandes grupos nacionais e internacionais, a Petrobras chegou a ser ameaçada nas privatizações do final dos anos 1990, quando sofreu a lamentável tentativa de ter seu nome substituído por um insosso PetroBrax.

    Provavelmente em função dessa expectativa privatizante, ao assumir a diretoria financeira da estatal na gestão do presidente José Eduardo Dutra, a quem sucederia em 2005, Gabrielli foi recebido com extrema reserva pelos agentes do mercado, em função de seu perfil acadêmico e de seu passado político de esquerda.

    Essa desconfiança logo se dissipou nas praças financeiras. Em suas palestras na City londrina e em Wall Street, angariou simpatizantes e investidores, importantes para a capitalização da empresa, cujas exigências se ampliaram com o pré-sal. O plano de negócios 2011-2015 prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões, um dos mais arrojados no mundo petrolífero.

    O reconhecimento do mercado pode ser traduzido na ascensão da Petrobras ao grupo de elite das petrolíferas globais. Em 2010, a empresa foi classificada pela consultoria americana PFC Energy como a terceira maior do mundo em valor de mercado, com US$ 228,9 bilhões, superada apenas por Exxon e Petro China.

    Mesmo com o recuo para US$ 156,3 bilhões, em 2011, coloca-se atualmente como a quinta maior do mundo.

    Em 1999, de acordo com a PFC, esse valor era de US$ 13,5 bilhões, o que a deixava num humilde 27º lugar. Gabriel Salles

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    Com Gabrielli, a Petrobras ganhou a imagem de estatal eficiente e se projetou internacionalmente

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    Brasil Econômico/AC