Turismo on-line decola com oportunidades na classe C

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  • Postado em 16 de janeiro, 2012


    ViajaNet alia sucesso da plataforma de negócios americano e maior disponibilidade de renda dos brasileiros

    Déborah Costa

    A indústria do turismo continua rendendo bons frutos para empresas brasileiras, principalmente para as que sabem aproveitar os nichos e os desafios impostos pelo mercado.

    Prova disso é a Viaja Net-agência on-line de viagens- companhia que nasceu em 2009 e que em apenas dois anos conseguiu passar de startup-empresa embrionária- para média empresa.

    Bob Rossato, sócio-fundador da companhia, explica que a percepção de alguns gargalos das poucas empresas do setor e a determinação de atuarcoma ascendente classe C foram essenciais para esse crescimento significativo.

    “Identificamos alguns problemas nas agências existentes, desde a navegação do site até a compra de uma passagem. Com isso procuramos colocar o buscador em região de destaque, de forma melhor aproveitável, mais simples e objetiva”, diz.

    O aumento da renda disponível da classe média emergente de uns anos para cá também corroborou com o desempenho positivo da empresa. “Percebemos que ela (Classe C) estava começando a evoluir e resolvemos aproveitar a oportunidade, por isso fizemos todo o site pensando nela, em um momento em que as pessoas tinham maior poder aquisitivo, com dinheiro no bolso, crédito no mercado e deu supercerto”, destaca o sócio-fundador.

    Neste ambiente, uma das formas de atrair a atenção dos usuários foi a realização de intensas promoções, com valores baixos de tarifas e facilitação de formas de pagamentos. “Quando começamos, estava muito fácil e barato viajar, então unimos os elementos-chave para o crescimento”, afirma Rossato.

    Diante disso, os resultados não poderiam ser melhores.Em2010, a companhia encerrou o ano com faturamento de R$ 55 milhões, enquanto no ano passado faturou expressivos R$ 200 milhões.

    “Os números falam por si próprios, nosso empenho foi muito grande, para ganharmos em qualidade de atendimento e aperfeiçoar o trabalho”, disse Alex Todres, também sócio-fundador.

    Assim, as metas são audaciosas para 2012. “Esperamos mais do que dobrar o faturamento em relação a 2011″, projeta Todres.

    O processo de crescimento, contudo, não contou somente com recursos próprios dos dois empresários, mas também com ajuda internacional.

    Por isso para comentar os aportes recebidos, é preciso retomar um pouco a história da companhia, já que começou com o interesse deumfundo americano. Todres e Rossato trabalhavam juntos em uma agência de viagens quando receberam a proposta do fundo americano Tit, para criar uma agência on-line de viagens.

    “A ideia do fundo era trabalhar com um modelo americano de negócios chamado OTA( Online Travel Agency), que é bem sucedido nos Estados Unidos”, diz Rossato.

    Desta forma, o fundo entrou com o dinheiro e os executivos com a expertise do mercado. No final de 2010, um grupo estrangeiro, o espanhol IG Expansion, adquiriu parte da agência, permitindo estudos avançados para o início de sua atuação na América Latina.

    Depois a companhia recebeu novos aportes em maio de 2011, só que dessa vez de dois fundos de investimentos americanos, o Redpoint Ventures e o General Catalyst, no valor de US$ 19 milhões.

    Escala internacional O montante permitiu a ViajaNet alçar voos mais altos, aterrissando no México, onde abriu sua primeira filial. Para atender o mercado mexicano, a companhia instalou um escritório no país e passou por uma reestruturação, levando à criação de padrões em espanhol e oferecendo serviços locais especializados, de acordo com a cultura local.

    Sem revelar números, Rossato disse que a aceitação do mercado mexicano é positiva e está superando a meta estipulada.

    “Isso mostra o mercado altamente flexível com empresas brasileiras”.

    E a companhia não pretende parar por aí. Para 2012, a expectativa é iniciar as operações na Colômbia, Venezuela e Argentina.

    Além de abrir filial no exterior, a ViajaNet também conseguiu contratos importantes coma Saraiva, Abril, o Yahoo! Brasil e o Compra fácil (ver matéria ao lado). Nesse caso, a companhia é responsável pelo desenvolvimento da plataforma de venda de pacotes turísticos das empresas parceiras.

    Percalços O crescimento expressivo nesses primeiros anos, amparado por investidores estrangeiros, não significa que a companhia tenha deixado de enfrentar dificuldades.

    Muitas vezes, dizem os os sócios, os obstáculos são grandes para resultados significativos. A escassez de profissionais qualificados foi um dos grandes problemas.

    “Conseguir pessoas que entendam e tenham disposição para fazer o negócio andar é difícil. Já formamos muita gente por entender que tinha potencial, pagando cursos e faculdade”, considerou Trodes.

    No Brasil, a ViajaNet conta com 220 colaboradores, enquanto no México são mais 20 funcionários. ————————

    Percebemos que a Classe C estava começando a evoluir e resolvemos aproveitar a oportunidade. Por isso fizemos todo o site pensando nela, em um momento em que as pessoas tinham maior poder aquisitivo, com dinheiro no bolso e crédito no mercado.

    Deu supercerto Bob Rossato Sócio-fundador da ViajaNet

    Brasil Econômico/AC



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