Tiro pela culatra

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  • Postado em 27 de janeiro, 2012


    A disputa pelo arquipélago das Malvinas remonta ao século 19. Em 1833, o Reino Unido chegou à região de domínio argentino, instalou uma guarita militar e, desde então, mantém o controle sobre o local. No início da década de 1980, a economia da Argentina não ia muito bem e o regime ditatorial acusava o golpe, pressionado por manifestações e greves. O general Leopoldo Galtieri, o presidente de turno, ordenou uma ofensiva para retomar as ilhas pela força, na esperança de sufocar o descontentamento popular com uma onda de ufanismo.

    Em 2 de abril de 1982, as tropas argentinas chegaram às Malvinas. Dois meses depois, foram derrotadas, com um saldo de 649 mortos do lado argentino e 258 do lado britânico. Também morreram três civis. Galtieri renunciou em junho e a ditadura caiu no ano seguinte. No fim de 1983, o general foi mandado para a prisão, julgado e condenado – por violações dos direitos humanos, mas também pela condução desastrosa da guerra.

    Ao longo do período de dominação inglesa, seguidos governos civis argentinos tentaram levar o assunto à mesa de negociações, sem sucesso. Atualmente, as Malvinas estão entre os 16 territórios sob supervisão do Comitê de Descolonização das Nações Unidas, que, anualmente, avalia a situação das regiões. Cerca de 3 mil pessoas vivem no arquipélago, entre ingleses, chilenos, espanhóis e kelpers, como são chamados os nativos.

    Correio Braziliense/AC