TAV deve sair do papel

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  • Postado em 18 de janeiro, 2012


    Trem de alta velocidade será licitado até outubro, diz diretor da ANTT

    Setembro ou outubro. Essa é a nova previsão do governo federal para a realização do leilão do trem-bala, o projeto de construção do trem de alta velocidade (TAV), que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, avaliado em R$ 33 bilhões.

    O processo de licitação foi retomado no início do ano, após a queda da liminar concedida pela Justiça do Distrito Federal, que suspendia a licitação.

    A publicação do edital deve ocorrer em abril, depois da realização da audiência pública, prevista para ocorrer ainda em fevereiro, na expectativa de Bernardo Figueiredo, diretor da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

    Segundo o diretor, a convicção sobre a realização do leilão se deve aos extensos debates feitos com interessados e ao cenário econômico internacional, diz ele, considerado hoje mais favorável. “Temos que entender as ansiedades, mas também que o processo envolve um projeto caro, robusto. A nossa preocupação é desenvolver um modelo que crie um processo competitivo”, diz. Ele admite, porém, que o cronograma pode mudar se a ANTT perceber que o processo não acontecerá da forma esperada.

    Fim da novela Se o processo for concretizado, será o fim de uma novela. O leilão foi marcado inicialmente para para 16 de dezembro de 2010, mas foi adiado para o dia 29 de abril do ano passado. No início daquele mês, a ANTT postergou de novo, remarcado para 29 de julho. Na época, o leilão do trem-bala não ocorreu por falta de propostas.

    Figueiredo não entrou em detalhes sobre as soluções encontradas para alguns aspectos considerados entraves para os investidores.

    Um dos principais deles é o risco cambial para a compra dos equipamentos. O projeto contará com financiamento de R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão liberados em duas etapas.

    Na primeira, serão desembolsados R$ 4 bilhões para os vencedores da área de tecnologia.

    Os R$ 16 bilhões serão usados na construção.D.C.

    Brasil Econômico/AC