Rio 2016 fecha acordo recorde com Microsoft

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  • Postado em 20 de março, 2015


    Rio deve bater recorde digital nas Olimpíadas

    É impossível saber quantos recordes serão quebrados na Olimpíada do Rio, em 2016, mas algumas apostas parecem certas: será a competição mais digital da história – a expectativa é que 12 bilhões de páginas de internet sejam vistas durante os 17 dias do torneio – e a mais móvel de todas, com 60% de todo acesso ao conteúdo vindo de dispositivos como smartphones e tablets. Na Olimpíada de Londres, em 2012, essa participação foi de 40%.

     Para dar conta desse tráfego, o Comitê Rio 2016 fechou um acordo com a Microsoft para criar e manter no ar os três principais sites da competição. É o maior contrato já fechado pela Microsoft no país em termos de processamento de dados na nuvem, o que a empresa chama internamente de Azure. A estimativa é que quatro petabytes de dados serão processados durante os Jogos. Segundo alguns cálculos, um petabyte corresponderia à memória de 800 seres humanos ou dois mil anos de música.

     A Microsoft vai usar simultaneamente seis centros de dados próprios, no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Pelo modelo da nuvem, softwares e informações ficam armazenados nesses prédios, em vez de ocupar espaço no computador do usuário. O acesso é feito via internet, daí a necessidade de uma infraestrutura reforçada. No caso da Olimpíada do Rio, a estimativa é que 400 milhões de páginas sejam vistas por dia.

     Os sites estarão disponíveis em vários idiomas e os sistemas vão melhorar a experiência do usuário, exibindo o conteúdo de maneira fluida mesmo em regiões onde a banda larga é deficiente, diz Luis Azeredo, diretor da divisão de serviços da Microsoft.

     O orçamento para a realização da Olimpíada do Rio é de R$ 7 bilhões. Os recursos são 100% privados: 45% vem de patrocinadores locais, entre 15% e 20% da venda de ingressos, 5% com licenciamento e varejo, e o restante do Comitê Olímpico Internacional, o COI, que repassa uma parte da receita obtida com a venda de direitos de transmissão e verbas de patrocínio globais. Esses recursos são administrados pelo Comitê Rio 2016, que organiza a competição.

     

    Fonte: O Globo



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