Recursos nada fáceis

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  • Postado em 30 de janeiro, 2012


    A escassez de recursos para tocar investimentos em infraestrutura ainda atormentará o Brasil por muitos anos. E uma das saídas para amenizar esse quadro está na expansão do mercado de capitais brasileiro. Em 2007, antes do estouro da bolha imobiliária norte-americana, as empresas captaram R$ 157,5 bilhões por meio, principalmente, da emissão de ações e de debêntures. De lá para cá, no entanto, muitas portas se fecharam devido à desconfiança global.

    A torcida é para que, daqui por diante, prevaleçam os bons fundamentos macroeconômicos do país e os investidores renovem o apetite pelo risco. “Sem dúvida, vivemos nosso melhor momento. Temos reservas cambiais de

    US$ 350 bilhões, volume superior ao total da dívida externa. Ou seja, somos credores internacionais, o que deixa a economia menos suscetível a crises internacionais”, destaca a professora Margarida Gutierrez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Ninguém de bom senso vê como factível vencer dificuldades seculares num passe de mágica. Mas a criatividade brasileira e a habilidade para adaptações costumam surpreender. “Por aqui, sempre se dá um jeito”, diz Patrícia Bentes, vice-presidente do Banco Bracce, especializado em projetos voltados para a infraestrutura. O Brasil só não dá jeito nas reformas estruturais da economia, como a tributária e trabalhista, realidade que faz o país patinar e afastar negócios, afirma Patrícia. (MP e JF)

    Correio Braziliense/AC



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