Primeiro Lugar

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  • Postado em 19 de janeiro, 2012


    Cosméticos – Um rival para a Jequiti?

    O executivo Luiz Sebastião Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, ensaia sua volta ao mundo corporativo. Sandoval, que por 40 anos trabalhou ao lado do dono do SBT, negocia agora a criação de uma empresa de cosméticos com João Carlos Saad, presidente do Grupo Bandeirantes. A nova companhia seria concorrente dire ta da Jequiti, marca que Sandoval ajudou a criar quando estava à frente do Grupo Silvio Santos. De acordo com uma pessoa próxima a Sandoval, Saad entraria com a maior parte do capital e o executivo cuidaria da estruturação do negócio. Envolvido no escândalo da quebra do banco PanAmericano e afastado da vida empresarial desde o fim de 2010, sob acusações da Polícia Federal de formação de quadrilha e fraude contra o sistema bancário que teriam deixado um rombo de 4 bilhões de reais no banco, Sandoval sempre negou ter responsabilidade sobre os crimes. Procurada por EXAME, sua assessoria de imprensa afirmou que há apenas estudos embrionários sobre a criação da nova empresa de cosméticos. Saad não falou sobre o assunto.

    JUSTIÇA

    BRIGA, FAMÍLIA E CACHAÇA

    A disputa entre os irmãos Benedito e Luiz Augusto Müller, herdeiros das Indústrias Müller, fabricante da cachaça 51, já dura sete anos e parece longe do fim. Um parecer do centro de arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá poderia decidir em fevereiro se a empresa deveria ou não autorizar o pagamento de dividendos entre seus acionistas, suspensos há mais de cinco anos. A falta da quitação de uma taxa de 105 000 reais referente aos custos do processo, no entanto, poderá deixar o imbróglio sem solução. Pessoas próximas a Luiz Augusto dizem que ele não tem recursos para pagar a taxa. Os dividendos seriam sua única fonte de renda. Luiz Augusto teria dito que o irmao nao quer que a arbitragem chegue ao fim para sufocá-lo financeiramente e forçá-lo a vender sua parte na Müllhttp://schin.empauta.com/noticia/mostra_noticia.php?cod_noticia=1006572689er. Luiz Augusto, Benedito, as Indústrias Müller e a Câmara Brasil-Canadá não comentam sobre o assunto.

    TURISMO

    A CAPITAL DOS EVENTOS

    Apesar da crise financeira que se espalhou por boa parte do mundo e das péssimas condições de infraestrutura do país, principalmente nos aeroportos, a cidade de São Paulo registrou um recorde no setor de turismo no ano passado. A média de ocupação da rede hoteleira da cidade durante todos os dias do ano chegou a 69,2%, um crescimento de 20% em cinco anos. Em algumas ocasiões, como no fim de semana do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, um dos maiores eventos realizados na cidade, e nos dias de shows de bandas internacionais, como o U2, todos os 42 000 quartos de hotéis paulistanos foram ocupados. Para este ano, a prefeitura vai investir na divulgação de feiras de negócios e em promoções para prolongar a estada dos turistas. Em 2011, os 25 maiores eventos do gênero atraíram mais de 1 milhão de pessoas à capital paulista.

    IMÓVEIS

    PARA PASSAR AS FERIAS

    O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, controlador do grupo Caoa e representante no Brasil da montadora sul-coreana Hyundai, tornou-se o centro das conversas da comunidade brasileira em Miami, principalmente nas rodas que envolvem corretores de imóveis. Andrade comprou um andar inteiro no luxuoso condomínio Saint Regis, na badalada região de Bal Harbour.

    Pela cobertura de aproximadamente 1700 metros quadrados Andrade teria pago 20 milhões de dólares. O corretor que fez a venda levou uma comissão de 1 milhão de dólares. Para deixar a residência de veraneio com a sua cara, Andrade teria contratado o arquiteto brasileiro João Armentano. Procurado, Andrade não se pronunciou.

    Logística

    De cliente a distribuidora

    A americana Nike deve anunciar em breve uma parceria com a rede de varejo online Netshoes. Maior empresa de artigos esportivos do mundo, a Nike tem problemas para abastecer boa parte boa parte do varejo brasileiro, principalmente lojas de menor porte e distantes dos grandes centros. A parceria prevê que a Netshoes, que baseou sua estratégia de crescimento na capacidade de entregar produtos em qualquer cidade do país, atuará como uma empresa de distribuição e levará os produtos da Nike para lojas que hoje não são atendidas pela gigante americana. O maior obstáculo para que o acordo saia é a insatisfação de concorrentes tanto da Netshoes quanto da Nike. Grandes varejistas temem que a Netshoes seja privilegiada pela Nike. E outros fabricantes de material esportivo veem com reservas a aproximação das duas empresas.

    BEBIDAS

    FIM DE ANO ATÍPICO

    O mercado de cervejas terminou 2011 de forma diferente, com um crescimento fraco e mudanças no ranking das cervejarias. Afetadas por fatores como aumento de preços e frio prolongado em algumas regiões, as vendas aumentaram apenas 3%, ante 10% de 2010. Entre as empresas, a Ambev manteve a liderança em dezembro com 68,6% de participação, uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2010. A principal novidade foi a chegada da Petrópolis, dona das marcas Itaipava e Crystal, ao segundo lugar. A Petrópolis ultrapassou a Schincariol e fechou o ano com 10,5% das vendas, 0,1 ponto acima da rival. A Heineken cresceu 0,6 ponto e fechou 2011 com 8,9% de participação.

    POLÍTICA

    APAGÃO NA ESPLANADA

    O apagão de mão de obra que atingiu o país nos últimos anos tornou-se agora uma preocupação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os partidos aliados têm encontrado dificuldade para apresentar nomes de candidatos com perfil técnico, como determinou a presidente Dilma Rousseff, para substituir os ministros que deverão deixar seus postos na próxima reforma do primeiro escalão. Essa tem sido uma das maiores preocupações do PMDB, que busca um nome para substituir o petista Paulo Bernardo no Ministério das Comunicações. Nas negociações com Dilma, o vice-presidente e peemedebista Michel Temer pleiteou a pasta. Dilma pediu um nome técnico e Temer está à procura.

    Revista Exame/AC