Poder de Compra

  • Português
  • English
  • Postado em 29 de janeiro, 2012


    PAULO VIEIRA LIMA

    Otimismo da Feicon contra eventual retração

    Ainda falta um mês para a abertura das portas da Feicon, a feira da indústria da construção que se realiza em março, em São Paulo.

    Enquanto os boatos de retração povoam as discussões do setor, organizadores da mostra finalizam os preparativos para a inauguração, na expectativa de que ela sinalize uma demanda significativa para a construção civil, um dos termômetros da economia.

    Foram vendidos todos os 85 mil metros quadrados da área dos expositores. O clima de otimismo está alinhado com a maneira de pensar de Liliane Bortoluci, engenheira civil e primeira mulher a ocupar a presidência da Feicon em duas décadas de realização da feira.

    Bortoluci manteve nesta edição a série de eventos paralelos, porque entende que eles contribuem para o aprimoramento profissional da construção civil. Isto, de certo modo, responde à questão de falta de mão de obra, um assunto presente nas conversas dos empresários e dirigentes de entidades compromissadas com a qualidade de ponta a ponta da cadeia produtiva.

    ———

    TRÊS PERGUNTASA…LILIANE BORTOLUCI

    Novos processos de produção modernizam os canteiros de obra. E a evolução não consegue dispensar a presença maciça do ser humano.

    Além de bons profissionais, o que mais quer o setor? Há procura sempre maior por serviços, produtos e informações sobre sustentabilidade. Há também muito interesse em tecnologias que possam reduzir custos sem afetar a qualidade. Mesmo quem não é empresário precisa disto, na reforma da casa, por exemplo.

    As mulheres já influenciam o perfil das construções? As grandes obras estão aí.

    Nelas as mulheres são vistas.

    Foi quebrado o tabu de que a construção civil não é para elas. As mulheres ocupam postos de trabalho em todos os níveis hierárquicos.

    Falta perceberem sua influência nos projetos.

    O que é reservado ao público feminino na Feicon? Toda a Feicon. Entretanto, existem alguns cursos interessantes para a mulher que realiza pequenos consertos em casa. São sucesso coisas do tipo faça você mesmo. Produtos e serviços da área de bricolagem.

    ———

    Brasileiro pronto para a derir à alta gastronomia

    João Vergueiro Leme, presidente da Associação Brasileira de Alta Gastronomia, proprietário e chef de cuisine de oito restaurantes em Florianópolis e no Balneário de Camboriú, diz existir um enorme público a ser conquistado para o consumo de um cardápio muito além do conhecido pelos brasileiros não incluídos na classe A/B.

    “Existem renda, produtos de qualidade e bons profissionais.

    Falta disseminar uma cultura de alta gastronomia”, afirma ele.

    ———

    Profissionais de consultorias se organizam

    Executivos de corporações como Ernst & Young, Mercer, Deloitte e Pão de Açúcar se unem em projetos da Ordem dos Consultores do Brasil (OCB) e agregam diversos segmentos desta atividade.

    Quem preside a OCB é o consultor de empresas Anvelho Cesar Vidal.

    Estima-se um contingente de 60 mil pessoas em consultorias.

    A elas a OCB oferece a Escola Superior de Consultoria e metodologia científica de atuação aos profissionais e seus clientes

    ———-

    Mudou a renda, agora começa a mudança de escola

    Alunos da rede pública paulista vão rumo ao ensino pago. A explicação: melhoria do padrão de renda, bolsas de estudo e desejo de melhor aprendizado, na opinião de José Augusto de Mattos, vice-presidente do Sieesp, entidade que representa as escolas particulares.

    Outra tendência é preferir colégios de período integral

    ———–

    O formato do Mais Shopping será exportado

    Deu certo o shopping popular com infraestrutura sofisticada. Em Santo Amaro, Zona Sul paulistana, o Mais Shopping nasceu para atender ao público que circula pelos arredores do Largo 13 de Maio, referência do comércio C/D. Em pouco mais de um ano, segundo avalia Mônica Vianna, executiva de marketing da REP, controladora do shopping, lojistas e público se adequaram ao formato e o exemplo será levado a outros Estados

    ——–

    Vale da Seda,no Paraná,um novo reduto da moda

    Somos o único país produtor de seda que exporta casulos, a matéria-prima. Agora, empresas do Vale da Seda, no interior paranaense, de onde saem 92% da produção nacional, querem dar às mais de 3 mil confecções da região a condição de grandes exportadoras de moda.

    João Berdu, presidente do Instituto Vale da Seda, beneficia fios e defende uma estratégia de marketing que identifique os produtos.

    O projeto é apoiado pela Universidade Federal de Maringá.

    ——–

    Brasil Econômico/AC