Pesquisadores cariocas encontram elo entre o zika e microcefalia

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  • Postado em 14 de abril, 2016


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    Pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram correlacionar o Zika vírus e a ocorrência de microcefalia em estudo conjunto publicado essa semana na revista Science. Com os resultados alcançados, será possível iniciar a identificação de medicamentos que poderão futuramente conter a situação alarmante da doença, especialmente no Brasil.

    A partir de células-tronco humanas reprogramadas, cientistas liderados pelo Dr. Stevens Rehen, neurocientista do IDOR e da UFRJ, criaram organoides cerebrais, também conhecidos como minicérebros e similares ao cérebro humano em desenvolvimento. O passo seguinte foi infectar estas estruturas com o Zika vírus a fim de observar as consequências para a formação do cérebro fetal. “Os organoides cerebrais representam excelentes modelos para a investigação de distúrbios de neurodesenvolvimento, uma vez que podem simular no laboratório várias características do crescimento do cérebro humano, nos ajudando a desvendar os mecanismos de diversas doenças e identificar novos tratamentos”, explica Rehen.

    A partir desse modelo de pesquisa, dez medicamentos estão sendo testados para impedir a infecção ou reduzir os impactos do vírus sobre o cérebro. Um deles, segundo Rehen, pode reduzir a morte cerebral causada pelo Zika. No entanto, serão necessários novos testes para apresentar o medicamento como alternativa para as mulheres grávidas. Os remédios em teste já têm a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para outras doenças e poderiam ter no combate ao vírus Zika um segundo uso.



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