Para sobreviver, Xerox foi obrigada a se reinventar

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  • Postado em 30 de janeiro, 2012


    Praticamente quebrada no final dos anos 90, a empresa americana se refez na última década investindo em novas áreas

    Na semana passada, a Xerox anunciou o resultado do quarto trimestre do ano passado. O lucro, de US$ 375 milhões, mais que dobrou na comparação com o mesmo período de 2010. No ano, o lucro líquido avançou 21% e o faturamento total somou quase US$ 23 bilhões.

    Os resultados parecem não pertencera uma empresa que estava praticamente quebrada no final dos anos 90, quando o mundo digital começou a se sobrepor às copiadoras de papel. No início dos anos 2000, afundada em dívidas, a empresa começou a fechar fábricas e a terceirizar a produção para se manter de pé. Em menos de quatro anos, o número de funcionários caiu à metade, de 100 mil para 55 mil em todo o mundo.

    A empresa que foi ícone da inovação, e que tem entre suas invenções a interface gráfica popularizada por Steve Jobs e a impressora a laser, foi obrigada a se refazer aos poucos. O último lance no seu processo de reconstrução foi a compra, há dois anos, da Affiliated Computer Services (ACS),uma das maiores do mundo na terceirização de processos de negócios. Com a aquisição, a Xerox reforçou a presença nesse tipo de serviço. Em um banco, por exemplo, uma equipe de funcionários da Xerox pode administrar toda a correspondência que chega na instituição,digitalizar os documentos e mandar via e-mail para o destinatário.

    Em um discurso recente, a presidente da empresa, Ursula Burns, uma das mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes, deu um exemplo da mudança do rumo da companhia. “Sempre pergunto às pessoas o que nós fazemos. O que me dizem é que somos uma empresa de impressão e de cópias de documentos. Isso não é só o que a gente faz. Agora o nosso negócio é ajudar as companhias a serem mais eficientes.”

    O Estado de S. Paulo/AC