Painel do Leitor

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  • Postado em 30 de janeiro, 2012


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    Leia mais cartas na Folha.com

    Eleições municipais

    Eu já me sinto constrangido de voltar ao mesmíssimo assunto, mas, pela terceira vez, sou obrigado a fazer reclamação idêntica: a Folha menciona todos os candidatos que se destacam na pesquisa, mas “pula” a terceira colocada, Soninha Francine (PPS) na reportagem “Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha” (“Poder”, ontem).

    Quem lê o jornal na internet nem sequer é informado sobre a pré-candidatura da ex-vereadora. O nome de Soninha não consta na reportagem que apresenta a pesquisa, muito menos na análise -e ela segue firme com seus 10% ou 11%.

    O que devemos fazer para “merecer” a lembrança da Folha para a terceira colocada?

    Trabalhamos na construção de uma terceira via fora da polarização PT x PSDB. Não seria o caso de termos um espaço para esse debate no jornal, como venho solicitando (ou seria “implorando”) há tanto tempo?

    MAURÍCIO HUERTAS, secretário de comunicação do PPS-SP (São Paulo, SP)

    Cracolândia

    Se a guerra às drogas não rendesse votos, político algum no mundo utilizaria tal ação eleitoreira. Desinformada, à opinião pública não importa que os números comprovem a ineficácia dessa abordagem. A população se sente segura por meio do uso da violência e da coação física.

    Somente quando encaramos o problema da cracolândia como causador de desvalorização imobiliária, causada pela presença dessas pessoas na área, é que percebemos a escolha da polícia como “solução”.

    WADY ISSA FERNANDES (São Paulo, SP)

    Eventos interessantes tomam conta da sociedade ultimamente.

    Primeiro, uma pesquisa do Datafolha informa que a maioria da população é a favor da internação compulsória de usuários de crack (“Poder”, ontem).

    Depois, o governo cubano é criticado porque um preso político decidiu se suicidar em protesto contra o regime.

    Numa época em que a liberdade individual é cultuada, com lutas pelo direito ao aborto, entre outras, querer decidir o que o outro deve fazer com seu próprio corpo parece pura hipocrisia.

    MANUEL VÁZQUEZ GIL (São Vicente, SP)

    Ministros e jatinhos

    Esse Brasil não tem jeito mesmo. Foram gastos milhões com deslocamentos de ministros (“Poder”, ontem). Não é à toa que a carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo. Precisamos manter esse “luxo”.

    LUIZ THADEU NUNES E SILVA (São Luís, MA)

    Na reportagem “Ministros e vice gastam R$ 16,6 mi com jatinhos” (“Poder”, ontem), a Folha se apresenta como apêndice da oposição. Afinal, como explicar que o jornal utilize o partido oposicionista PPS para obter informações sobre o governo federal? Aliás, não há irregularidades.

    JOSÉ AUGUSTO ZAGUE (São Sebastião do Paraíso, MG)

    Operação Pinheirinho

    Não vi, no episódio da violenta desocupação na região denominada Pinheirinho, nenhum representante religioso, da Igreja Católica ou das outras que aparecem todos os dias em canais de TV pregando o “amor ao próximo”, oferecendo algum tipo de ajuda àquela pobre gente.

    ADAUTO FOGAÇA (Osasco, SP)

    Tragédia no Rio

    Por onde anda o governador do Rio Sérgio Cabral? Afinal, esses bombeiros que trabalham ininterruptamente na busca pelas vítimas do desabamento são os mesmos que, em junho do ano passado, foram presos e chamados de vândalos por ele.

    EVERALDO VILELA DOS SANTOS (Belo Horizonte, MG)

    O atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, focou sua gestão no choque da ordem. Para viabilizar os megaeventos, principalmente Copa e Olimpíadas, desaloja as moradias dos pobres; aplica o choque da ordem nos mijões de rua e os prende.

    Urge um prefeito que atue no outro lado da cidade: que fiscalize as obras para impedir a queda de prédios e mortes de inocentes, que melhore o transporte público e a oferta dos serviços luz e gás -pondo fim à explosão de bueiros.

    Um outro governo é possível!

    EMANUEL CANCELLA (Rio de Janeiro, RJ)

    Laerte

    As reações ao pleito do cartunista Laerte -pelo direito ao uso do banheiro feminino- são divertidas de tão desproporcionais. O mais curioso é que quem soltou os gritinhos escandalizados foram os homens! Saudosa memória do Radar Tantan, que, ainda nos anos 80, oferecia um majestoso e bem mantido banheiro misto.

    JAYME SERVA (São Paulo, SP)

    Nada tenho contra o cartunista Laerte -ou qualquer outra pessoa- querer se vestir de mulher ou de homem. Admiro sua coragem, ousadia, transgressão.

    Mas se Laerte não admite que lhe tirem o direito de ser o que bem quiser, e que banheiro usar, eu entendo que as mulheres, heteros ou lésbicas, teriam igual direito de usar o masculino.

    Seria o caso de abolir as diferenças entre os banheiros?

    EMILY CARDOSO (São Paulo, SP)

    Sacolinhas plásticas

    As três maiores redes de supermercados do país aproveitaram o “ecologicamente correto”, o momento verde por que passa o subdesenvolvimento tupiniquim, forçaram seus lobbies políticos e aprovaram a legislação que provoca o banimento das sacolas plásticas das suas lojas.

    Há de se frisar: acabaram só com as sacolas plásticas que eram oferecidas de graça. Algumas redes já estão vendendo sacolinhas “biodegradáveis e feitas a partir de fontes naturais”.

    Alguém acredita que a diminuição das despesas fixas dos supermercados (calcula-se que o gasto com as sacolas plásticas era de R$ 500 milhões por ano) será compensada nos preços dos produtos das gôndolas?

    As novas sacolinhas plásticas biodegradáveis deveriam vir acompanhadas daqueles apliques vermelhos para nariz (de plástico, claro).

    VICTOR GERMANO PEREIRA (São Paulo, SP)

    Melhor idade

    Do alto de meus quase 74 anos, leio com alegria a coluna de Ruy Castro, “Prazeres da melhor idade” (“Opinião”, 28/1).

    Inteligente, concisa e de humor refinado, é prova contundente que nada supera o talento.

    Só faltou o Ruy denunciar as razões pelas quais os jovens de 20/25 anos têm incontrolável inveja de nós: podemos andar de ônibus sem pagar e conhecemos clínicas de todas especialidades.

    RENATO CLAUDIO PUCCI (São Paulo, SP)

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