Otimismo se reflete em mais negócios

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  • Postado em 19 de janeiro, 2012


    Projetos em várias frentes e tamanhos ganham espaço cada vez maior com o bom momento econômico, a Copa e a Olimpíada

    Daniel Oiticica

    O bom momento que vive a economia do Rio também acelera os planos de expansão de empresas e projetos culturais. Moda, varejo e cultura crescem no ritmo do desenvolvimento da cidade, que se prepara para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Uma das redes de supermercado mais identificadas com o carioca, o Zona Sul, vai investir este ano R$ 50 milhões na abertura de cinco novas lojas na cidade.

    A Leader Magazine, rede de departamentos fundada na década de 50 em Niterói, também vai ampliar sua presença no Rio, na esteira da expansão do consumo. Em 2012, serão R$ 90 milhões de investimentos para a abertura de 20 novas lojas, sendo 15 somente no Rio de Janeiro.

    A pacificação das comunidades cariocas também favorece a cultura. O Festival de Cinema do Rio promete inovar na edição deste ano. Além de retomar o projeto Cinema ao Ar Livre, que leva as projeções para a praia, os organizadores do evento pretendem ampliar esse ano os eventos do festival nas comunidades carentes. “Estamos planejando levar o festival para a enorme comunidade da Rocinha, graças à pacificação”, afirma Walkiria Barbosa, diretora do Festival do Rio. De 2009 a 2011, a Prefeitura do Rio investiu R$ 60 milhões, por meio da Rio Filme em 170 projetos de empresas de audiovisual do Rio de Janeiro.

    Bares, nas comunidades, também estão fazendo sucesso. É o caso, por exemplo, do Bar do David, no Morro do Chapéu Mangueira, no Leme. (leia ao lado) O estabelecimento foi o primeiro de uma favela carioca a participar do festival gastronômico Comida di Buteco.

    No setor de moda, o momento não podia ser melhor. De acordo com o estudo Territórios da Moda, elaborado pelo Instituto Pereira Passos, em parceria com o Sebrae RJ, as confecções, costureiras e facções (empresas responsáveis pelo fechamento e acabamento dos produtos) já movimentam cerca de R$ 891 milhões na cidade do Rio. “Para a moda é fundamental que a economia esteja bem. As pessoas podem não comprar roupas durante uma coleção. E se ela não estiver num bom momento econômico, vai priorizar e investir o seu dinheiro em outras coisas. Então, sem dúvida, o bom momento da moda reflete o bom momento da economia e vice-versa”, afirma a estilista da grife carioca Àgatha, Ceiça Gioielli.

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    “Sem dúvida, o bombom momento da moda reflete o bom momento da economia, e vice-versa

    Ceiça Gioielli

    Estilista da grife carioca Ágatha

    Brasil Econômico/AC