Otimismo com Grécia puxa ganhos de bolsas da Europa

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  • Postado em 23 de janeiro, 2012


    Gustavo Nicoletta, da Agência Estado

    LONDRES – Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta hoje, puxados pelo avanço nos papéis de bancos em meio a expectativas de que a Grécia deve fechar em breve um acordo com os credores privados para reduzir parte de sua dívida. “A declaração do comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, de que está confiante na possibilidade de as negociações sobre a reestruturação da dívida grega chegarem a um resultado positivo deixou os investidores animados”, disse o analista Gregor Kuhn, do IG Markets Dusseldorf.

    Mais cedo, Rehn afirmou que “as conversas (entre o governo grego e o setor privado) estão avançando bem num nível técnico” e disse acreditar que um acordo deve ser fechado em breve, “preferivelmente ao longo desta semana”. Na terça-feira, os ministros de Finanças da União Europeia farão uma reunião em Bruxelas e a liberação de um novo pacote de empréstimos à Grécia deve surgir na pauta das autoridades, se o país chegar a um consenso com os bancos.

    O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,16 ponto, ou 0,45%, para 257,01 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 avançou 54,01 pontos, ou 0,94%, para 5.782,56 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 16,92 pontos, ou 0,51%, para 3.338,42 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em alta de 32,23 pontos, ou 0,50%, a 6.436,62 pontos.

    Em Milão, o índice FTSE MIB subiu 275,46 pontos, ou 1,76%, para 15.907,52 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, avançou 57,70 pontos, ou 0,67%, para 8.619,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 18,88 pontos, ou 0,34%, para 5.467,04 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, avançou 36,08 pontos, ou 5,09%, para 744,26 pontos.

    As ações do setor financeiro estavam entre os destaques da sessão. Em Frankfurt, o Commerzbank subiu 13%, registrando o avanço mais significativo dos componentes do índice Xetra DAX. Também tiveram ganhos Deutsche Bank (+3,1%), Allianz e Lufthansa (+1,9% cada). Em Madri, o Banco de Sabadell fechou em alta de 4,4%, enquanto em Paris subiram Société Générale (+8,6%), Crédit Agricole (+5,1%) e BNP Paribas (+2,1%). Na Bolsa de Milão, avançaram Banca Monte dei Paschi de Siena (+14%) e UniCredit (+10%).

    Além do otimismo sobre as negociações entre a Grécia e os credores privados, também deu suporte às ações de bancos uma notícia do Financial Times segundo a qual os ministros de Finanças da Alemanha e da França, Wolfgang Schaeuble e François Baroin, respectivamente, estariam preparando um afrouxamento dos requerimentos de capital para os bancos para evitar uma onda de aperto no crédito. Schaeuble chegou a negar a informação posteriormente.

    “Há bastante liquidez no mercado por causa das operações do Banco Central Europeu (BCE), então ficou mais fácil para as empresas e governos se refinanciarem. Isso estabiliza o mercado”, disse Philippe Gijsels, diretor de pesquisas do BNP Paribas Fortis Global Investors. Ele ressaltou, no entanto, que “temos um mercado excessivamente comprado do ponto de vista técnico e existe o risco de os investidores ficarem complacentes demais”.

    No segmento de energia, a Essar Energy avançou 11% em Londres depois de anunciar um aumento nas reservas de gás num bloco de exploração de metano. Entre outros destaques, a SABMiller subiu 2,6% depois de substituir a Anheuser-Busch InBev NV na lista de investimentos recomendados pelo Citigroup no setor de bebidas. As informações são da Dow Jones.

    Economia & Negócios – Agência Estado/AC



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