Mercado prevê politização menor e aprova mudança na empresa

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  • Postado em 24 de janeiro, 2012


    Uma pessoa de perfil técnico, comprometida com resultados e que buscará melhorar a gestão operacional e reduzir as muitas das ineficiências da Petrobras.

    Dessa forma analistas do setor de petróleo veem Maria das Graças Foster, hoje diretora de Gás e Energia da estatal, indicada pelo governo Dilma para assumir o comando da empresa.

    A indicação foi bem recebida pelo mercado e foi responsável pela sexta valorização consecutiva da Bolsa em um dia previsto para os investidores embolsarem os lucros da semana passada, quando o Ibovespa subiu 5,4%.

    No fim da sessão, o índice teve alta de 0,12%.

    As ações da estatal chegaram a subir 5% ontem, mas terminaram o dia com alta de 3,96% nas ações PN (preferenciais, sem voto) e de 3,60% nos papéis ON (ordinários, com voto).

    “Foi positiva a indicação da Maria das Graças, que tem um perfil bastante técnico. É uma pessoa de dentro da empresa, focada em projetos e que cobra resultados como a presidente Dilma”, disse Luis Otávio Brodi, analista de petróleo da corretora Ágora.

    “Ela tem um viés técnico, ao contrário do Gabrielli [José Sergio, atual presidente], que era mais político. É funcionária de carreira, cumpre metas, o que a Petrobras não vem fazendo, e o importante é que tem uma boa relação com a presidente Dilma”, disse o analista Rafael Andreata, da Planner Corretora.

    Na avaliação da corretora Ativa, a substituição na presidência da Petrobras já havia sido parcialmente adiantada pelo mercado e não representa uma mudança relevante na companhia.

    Os analistas consideraram positiva a transição “sem sobressaltos”, que ocorre de forma negociada, entre Gabrielli e Maria das Graças.

    Por outro lado, analistas esperam que a nova presidente da estatal promova substituições importantes nas principais diretorias da empresa.

    Uma das apostas é que Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção, deixe a companhia. Essa diretoria é a mais focada na exploração de petróleo na camada de pré-sal, principal desafio e o que mais consumirá investimentos da empresa.

    A Petrobras está com seu cronograma de investimentos e desembolsos atrasados.

    Para os próximos dias, os analistas esperam que as ações PN da Petrobras possam recuperar mais terreno e se aproximar do patamar de R$ 26,30 -preço pelo qual foi vendida à época da megaoferta pública de ações, em setembro de 2010, quando levantou R$ 120 bilhões no mercado de capitais.

    Ontem, essas ações terminaram vendidas a R$ 25,13.

    Desde o início do ano, as ações PN de Petrobras já subiram 18%, enquanto os papéis ON tiveram uma valorização de 19,27%.

    Folha de S. Paulo/AC



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