Líder CVC negocia compra de operadoras

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  • Postado em 23 de janeiro, 2012


    Alberto Komatsu

    Maior operadora de turismo do país, a CVC mantém negociações adiantadas para comprar ou fazer uma fusão com duas empresas. Os negócios poderão ser concluídos até o fim do primeiro semestre. A informação é de uma pessoa que acompanha as conversas. Oficialmente, a CVC e o seu controlador, o fundo americano de investimentos Carlyle, não comentam o assunto.

    De acordo com essa fonte, os dois potenciais candidatos estão numa lista de quatro empresas que já teriam sido sondadas. São elas a Agaxtur, a Marsans Brasil, a STB e a TAM Viagens. Além do Brasil, há negociações da CVC também na Argentina, no Chile e na Colômbia.

    A Agaxtur nega qualquer negociação e informa que está em processo de expansão, com três novas lojas em 2012. Segundo a STB, a empresa desconhece qualquer oferta de compra por parte da CVC. A Marsans informa que não há interesse em vender a empresa e acrescenta que não foi procurada pela CVC. A TAM Viagens não retornou até o fechamento desta edição.

    A CVC não precisa de dinheiro. Ela não precisa do IPO [oferta pública inicial de ações] para fazer aquisições. Ela pode fazer uma combinação de caixa com troca de ações, por exemplo, afirma a fonte. Segundo ela, não há prazo para a CVC realizar o IPO e isso só acontecerá quando o mercado mostrar que há condições para a operação. Além disso, essa fonte acrescenta que a CVC não vai correr para fazer o IPO por causa da Brasil Travel, holding com 35 empresas de turismo que quer fazer a oferta de ações, ainda em fevereiro, para levantar US$ 600 milhões.

    A CVC registrou no dia 8 de agosto na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de análise para o IPO. A operadora tem até o fim do primeiro trimestre para confirmar a operação. A intenção da operadora é levantar em torno de R$ 1,5 bilhão, com a venda de 25% do seu capital.

    O Carlyle comprou 63,6% das ações da CVC do seu fundador, o empresário Guilherme Paulus, por R$ 700 milhões, no início de janeiro de 2010. Segundo a fonte, a ideia do IPO seria os dois acionistas venderem parte de seus papéis. A CVC e o Carlyle também não se pronunciaram porque estão em período de silêncio, por causa do pedido de IPO.

    Valor Econômico/AC