Itaquerão entra no terceiro turno

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  • Postado em 24 de janeiro, 2012


    Obras

    Empreendimento orçado em R$ 820 milhões valoriza zona leste da capital paulista

    Roberto Rockmann

    Iniciada no fim de maio de 2011, a obra do estádio do Corinthians, popularmente chamado de Itaquerão, que receberá a partida de abertura da Copa de 2014, está ganhando velocidade. Desde o último dia 16, a Odebrecht Infraestrutura começou o terceiro turno da obra, com 60 funcionários que trabalham principalmente na fabricação e instalação de pré-moldados e execução de blocos de concreto. Hoje, em três turnos, são aproximadamente mil pessoas trabalhando. Com previsão de término para dezembro de 2013, o empreendimento já conta com 23% de avanço na obra. Durante o período de pico da construção, que deve ocorrer no segundo semestre, cerca de 1.800 trabalhadores irão integrar o projeto, segundo a assessoria de imprensa da empresa.

    Um dos destaques da construção nesse ano será o início da execução dos grandes pilares de sustentação da estrutura do prédio oeste, maior de todos e que abrigará, com seus 11 pavimentos, arquibancadas, camarotes, lojas, restaurantes, bares, vestiários, sala de imprensa, auditório e estacionamentos subterrâneos, entre outras coisas. Os trabalhos de recolocação dos dutos da Transpetro em seu novo traçado, afastado da área de construção da arena, devem ser finalizados até fevereiro. Além de participar do estádio do Corinthians, a Odebrecht, participa da construção de uma arena na Bahia, uma em Pernambuco e do Macaranã, no Rio de Janeiro.

    A arena corintiana terá capacidade para 48 mil torcedores. Como a Fifa exige que o estádio que receba a abertura tenha, pelo menos, 65 mil lugares, serão adicionados ao Itaquerão 20 mil assentos removíveis, sendo dez mil na arquibancada sul e dez mil na arquibancada norte, ambas atrás dos dois gols. Após o término do Mundial de Futebol, a arena volta a ficar com seus 48 mil lugares permanentes, já que os assentos removíveis serão retirados.

    O valor da obra está orçado em R$ 820 milhões. Parte dos recursos, até R$ 400 milhões, deve ser financiada por um empréstimo com o BNDES. O pedido ao banco foi encaminhado em dezembro e está em análise, informa o secretário especial de Articulação para a Copa do Mundo, Gilmar Tadeu Alves Ribeiro. A Sociedade de Propósito Específica (SPE), criada para gerenciar o empreendimento, utilizará esse empréstimo para custear parte dos investimentos necessários à construção da estádio, sendo que este valor será integralmente restituído ao BNDES com os recursos gerados pela exploração da estádio.

    A SPE também será a quotista sênior de um Fundo de Investimento Imobiliário que será o titular do estádio e terá o direito a receber os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CID), incentivos baseados em um mecanismo criado em 2004 para estimular investimentos na zona leste. De acordo com legislação aprovada pela Câmara Municipal, o empreendedor que investir na construção do estádio receberá até 60% do valor aplicado na forma desses CIDs, que deverão somar R$ 420 milhões. Esses certificados, que terão validade de dez anos e são papéis emitidos pela prefeitura para estimular investimentos em áreas determinadas da cidade, poderão ser usados para pagamento de ISS e IPTU, sejam impostos próprios ou de terceiros.

    O projeto do futuro estádio do Corinthians, de autoria do arquiteto Anibal Coutinho, prevê instalações para receber os 32 chefes de Estado de cada país que irá disputar a Copa no Brasil. Também haverá estrutura para o trabalho simultâneo de cinco mil jornalistas de todas as partes do mundo. Ainda está prevista a cobertura das arquibancadas, construção de camarotes, restaurantes, bares e mais de três mil vagas de estacionamento. Para construir o projeto, a Odebrecht tem buscado capacitar mão de obra local. A meta é formar, com cursos técnicos e práticos, 300 profissionais até o término do empreendimento. Do total de inscritos nos cursos para a obra do Corinthians, 98% são moradores da zona leste e 100% dos admitidos são residentes da região.

    Valor Econômico/AC



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