Infraestrutura reforçada garante maior tráfego de telecomunicações

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  • Postado em 24 de janeiro, 2012


    Ana Luiza Mahimeister

    Entre as cidades sede da Copa do Mundo, São Paulo é considerada uma das mais preparadas em telecomunicações para receber um evento desse porte. O investimento total para as redes metropolitanas está estimado em R$ 200 milhões previsto no plano plurianual da Telebrás de 2012 a 2015. São Paulo receberá aproximadamente 10% deste valor ou R$ 19,5 milhões.

    A infraestrutura já existente de telefonia móvel de terceira geração (3G), 3,5G e em breve a de quarta geração (4G) com reforço da cobertura de wi-fi até 2014 serão suficientes para dar conta do sobretráfego. Esse reforço na rede deverá suportar um tráfego adicional de voz e dados no período da Copa de no mínimo 40%, semelhante ao ocorrido na África do Sul em 2010, afirma Ricardo Distler, executivo sênior em telecomunicações da Accenture.

    O Brasil conta com mais de 240 milhões de assinantes celulares. Os investimentos devem suportar uma sobrecarga do tráfego prevista para dois meses e depois voltar ao normal, esse é o grande desafio, afirma Distler. Fazer com que essa infraestrutura perdure é uma oportunidade do pós-Copa, como a disponibilidade de redes wi-fi em hotéis e pontos públicos da cidade. Vários fundos de telecomunicações, hoje congelados como o Fust (Fundo de Universalização das Telecomunicações) poderiam ser aproveitados para criar uma infraestrutura de caráter permanente, diz o executivo.

    Entre os projetos planejados pelo Comitê Municipal da Copa, da Prefeitura de São Paulo, está a ampliação das centrais de atendimento 156 que vão oferecer novos serviços de informações para turistas como trânsito, rotas para os estádios, hospitais, entre outros. Também serão criados telecentros na região Leste para atender maior fluxo de pessoas que vão frequentar o estádio Itaquerão.

    A atual Central de Operações localizada na sede da Prefeitura que monitora a infraestrutura básica da cidade recebeu investimentos de R$ 7 milhões nos últimos dois anos e será modernizada com vistas a 2014. Neste ano estamos trabalhando em um projeto de integração de todas as centrais de operação dos demais órgãos municipais inclusive da Polícia Militar visando o monitoramento e proteção integrada entre Estado e município, afirma Paulo Rogério Tavares, analista de tecnologia, informática e comunicações da Prodam e membro do Comitê Municipal da Copa. A cobertura da rede wi-fi, hoje limitada a alguns pontos como o Centro Cultural São Paulo e o Mercado Municipal, será estendida para os demais locais turísticos da cidade.

    Um estudo do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) a pedido da GSM Association (GSMA), indica que além do aumento no tráfego de SMS – em função de aplicações como publicidade móvel e de promoções durante a Copa do Mundo -, espera-se a expansão de serviços de TV móvel e, principalmente, das redes sociais móveis. Isso terá grande impacto no tráfego das redes em 2014, que demandará mais faixa de frequência para garantir a disponibilidade e a qualidade dos serviços.

    O presidente da Telebrás, Caio Bonilha, destaca que a estatal não vai prestar serviços de dados, telefonia fixa ou celular. A Telebrás oferecerá a rede física nacional e os equipamentos necessários para garantir o transporte de dados entre os pontos de atendimento, como estádios, aeroportos, hotéis, data center, escritórios do comitê organizador local (COL), Headquarter da FIFA e principalmente o International Broadcast Center (IBC), o portal de difusão de imagens dos jogos para o mundo, explica.

    A Telebrás prevê que já no primeiro trimestre de 2012 o primeiro ponto de presença em Barueri (SP) estará ativo. A oferta de tráfego inclui além de São Paulo todas as cidades sedes da Copa, inclusive os Campos de Treinamento (CT) das equipes de futebol.

    Valor Econômico/AC



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