Guerra de preços e de serviços para atrair contas corporativas

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  • Postado em 17 de janeiro, 2012


    Previdência ligada a bancos ou a gestoras independentes têm propostas diferenciadas

    Empresas que optam por ingressar no mercado de previdência complementar fechada e o fazem por meio de fundos multipatrocinados têm que escolher entre fundações ligadas a conglomerados financeiros – que dominam esse segmento – ou empresas independentes.

    “Em fundos multipatrocinados ligados a bancos, as fundações não têm poder de escolha do gestor de recursos, uma vez que será o do conglomerado financeiro”, pontua Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência da consultoria Mercer. “Em contrapartida, em fundações independentes, é possível migrar os recursos caso determinada gestora não entregue os resultados prometidos sem grandes complicações.” A MetLife, por exemplo, atua com dois gestores de recursos e uma instituição responsável pela custódia dos ativos.

    “Também posso atuar com outros gestores caso o cliente queira, desde que a instituição passe por uma avaliação”, explica Mauricio Almeida, gerente comercial de previdência corporativa da MetLife.

    Mario Amigo, professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) também destaca a flexibilidade dos fundos multipatrocinados independentes.

    “Além da gestão dos recursos, essas fundações são mais flexíveis em serviços e administração do plano.” Em contrapartida, os fundos de pensão ligados a bancos podem oferecer boas condições em termos de custos, lembra o especialista. “Os custos podem ser mais baixos dependendo do relacionamento mantido com a instituição financeira”, pondera o professor da Fipecafi.

    Carolina, da Mercer, faz um alerta. “As estreantes gastam muito tempo em discutir guerra de preços, mas esquecem de analisar os serviços oferecidos pelas entidades. Muitas vezes só se dão conta de quão ruins são após assinarem contrato”, ressalta a consultora sênior.

    Mercado Dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram que os fundos de pensão brasileiros alcançaram, até junho do ano passado, mais de R$ 560 bilhões em patrimônio líquido, valor que representa mais de 14% do PIB nacional.

    Ainda de acordo com a Associação, a previsão é de que esse percentual dobre em dez anos.

    Já os fundos multipatrocinados ligados a bancos e independentes respondem a uma fatia pequena desse montante: aproximadamente R$ 12 bilhões – os dados não consideram o patrimônio da Petros (fundo de pensão dos funcionários da Petrobras), que também é multipatrocinado.V.C.

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    As estreantes gastam muito tempo em discutir guerra de preços, mas esquecem de analisar os serviços oferecidos pelas entidades Carolina Wanderley Consultora sênior de previdência da Mercer

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    FUNDAÇÕES

    Patrimônio líquido dos fundos somava em junho R$560bi

    FATIA MENOR

    Já o montante dos fundos multipatrocinados soma R$12bi

    Brasil Econômico/AC