Geração de energia solar ganha escala e competitividade

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  • Postado em 22 de janeiro, 2016


    fotovoltaica

    Um estudo feito pelo banco suíço Julius Baer apontou que a energia solar tornou-se economicamente competitiva globalmente pela primeira vez na história, graças à uma queda de 60% no preço dos equipamentos nos últimos três anos. Com isso, os custos globais da energia solar devem cair de, em média, US$ 2,50 por watt para US$ 1,50 por watt em 2020, deixando a energia solar em posição de competir com as fontes convencionais em breve.

    Segundo Norbert Rücker, , analista de commodities do banco, demanda por energia renovável deve crescer, principalmente, nos países emergentes. Ele calcula que os negócios de energia solar e eólica no mundo podem ser avaliados em cerca de US$ 100 bilhões cada, levando em conta os complexos eólicos e projetos de energia solar comercializados anualmente. Como são projetos com retorno no longo prazo e com geração de fluxo de caixa segura e previsível, o analista vê atratividade para investidores internacionais. “Há estímulos, claro, acho que é uma questão de acontecer em alguns anos”, disse Rücker.

    No Brasil, as eólicas têm se consolidado desde 2009. Desde então, quando aconteceu o primeiro leilão dessa fonte, o país já contratou cerca de 16,6 mil megawatts (MW) dessa fonte em leilões, sendo que 7,8 mil MW já estão em operação. Apenas em 2015, a capacidade instalada das eólicas cresceu 56,9%. No caso da energia solar, o primeiro leilão bem sucedido aconteceu no fim de 2014, e outros dois foram realizados em 2015. No total, já foram contratados mais de 3,2 mil megawatts-pico (MWp), somando investimentos de mais de R$ 13 bilhões.

    Fonte: Valor Econômico



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