Executivos debatem novos caminhos e necessidades da indústria no XVI Congresso Brasileiro de Energia

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  • Postado em 20 de outubro, 2015


    CBE

    A necessidade de estruturar e adaptar a matriz energética para as fontes renováveis hoje é consenso no setor energético brasileiro. Com esse horizonte em foco, executivos de diversas áreas da cadeia de energia se reuniram nesta terça-feira (20/10) na abertura do XVI Congresso Brasileiro de Energia (CBE), no Rio de Janeiro, para debater os novos desafios que surgem no momento de transição da matriz. Entre representantes de companhias privadas, executivos da Petrobrás e acadêmicos que palestraram acerca dos caminhos que vem sendo adotados pela indústria nacional, as perspectivas convergem para um mesmo ponto: existe hoje no país a necessidade de se estimular a geração distribuída e a expansão de fontes seguras para atender às demandas que ainda estão por vir. Além da participação do gás natural e de usinas eólicas e solares, uma retomada da energia nuclear pode desempenhar papel fundamental no cenário de mudanças.

    O evento, realizado na sede da FIRJAN, congregou grandes representantes do setor para discutir novas tendências de investimento e pesquisa com foco no planejamento a longo prazo. A cerimônia de abertura contou com apresentações do presidente do CBE, Luiz Pinguelli Rosa, e do presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, além de nomes como o do diretor de Desenvolvimento de Negócios da Engie no Brasil, Gustavo Labanca, e do diretor de Gás e Energia da Petrobrás, Hugo Repsold.

    Em sua palestra, Repsold destacou a importância que o gás natural pode ter para a adaptação a novas fontes no país, que detém hoje grandes reservas produtivas com a exploração de campos do pré-sal. O potencial brasileiro deve continuar se expandindo, com uma expectativa estabelecida de de 41 milhões de m³ de gás por dia vindos do pré-sal, de acordo com o executivo. O diretor da Petrobrás enfatizou a necessidade de avançar estudos no país para que a produção nacional invista em tecnologias compatíveis com suas reservas, de forma a não ficar atrasado em relação a outras nações. “Não precisamos ficar 30 anos atrás de ninguém”, afirmou Repsold, avaliando o desenvolvimento tecnológico de outras países nessa área.

     

    O presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, também falou sobre as mudanças no cenário energético nacional, abordando os pontos positivos da cadeia produtiva brasileira. Com resultados otimistas no âmbito de segurança e sustentabilidade, o país deve estimular mudanças na questão tarifária, segundo o executivo. Além dele, se apresentaram na abertura do congresso os pesquisadores do COPPE-UFRJ, Maurício Arouca e Edson Watanabe, que abordaram a necessidade de se estimular a geração distribuída e investir em sistemas que permitam a acumulação energética, benéfica para uma maior integração e descentralização do atual sistema brasileiro.

    Fonte: Petronotícias