Estudo global de investimentos mostra que asset managers estão mirando real estate e infraestrutura

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  • Postado em 3 de junho, 2015


    Asset Managers do setor público de todo o mundo, liderados por fundos soberanos e fundos de pensão públicos tem investido agressivamente em real estate e infraestrutura para compensar retornos baixos em mercados tradicionais. Isso é uma das conclusões do Global Public Investor (GPI) 2015 – Real Assets for the Real Economy, uma pesquisa sobre US$ 29.7 trilhões de investimentos feita por 500 instituições públicas em 180 países, lançada em Beijing dia 21/05.

    Usando resultados da pesquisa global de investidores do Official Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF) Global Public Investors, conduzida em novembro de 2014, a estimativa é que 9,1% de assets controlados pelos 500 GPIs estão em real estate e infraestrutura, representando um total de US$2.7 trilhões. Quando perguntados sobre futuros investimentos, 44% de fundos soberanos e fundos de pensão públicos afirmaram que iriam aumentar seus holdings de real estate e infraestrutura nos próximos três a cinco anos, uma quantia maior que qualquer outra classe de asset, enquanto 50% manterão o mesmo nível de holdings. Apenas 6% afirmaram que diminuiriam alocações ao setor.

    A pesquisa destaca expectativas que bolhas de preços de assets tem crescido em setores do mercado de capitais como resultado da flexibilização quantitativa dos bancos centrais, particularmente na Europa. Esses riscos podem agora se estender a investimentos em real estate e infraestrutura, que a pesquisa chama de ‘apenas uma das potenciais dores de cabeça a vir para os GPIs’.

    Os dez maiores GPIs no top 500 não mudaram muito ao longo do ano, liderados pelo top 4, O Banco Popular da China, o Ministério de Finanças do Japão, o Fundo de Investimentos de Pensão do Governo do Japão e Norges Bank Investment Management. Os italianos Cassa Depositi e Prestiti substituíram o Banco Central da Federação Russa na décima posição da lista, depois que a Rússia esgotou reservas ano passado para diminuir a queda do rublo.