Estádio pode somar ao PIB R$ 30 bilhões

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  • Postado em 24 de janeiro, 2012


    Com a construção do estádio do Corinthians em Itaquera, que receberá a abertura da Copa do Mundo de 2014, o PIB da cidade de São Paulo poderá ter um acréscimo de R$ 30 bilhões nos próximos anos até o fim dessa década. Boa parte dessa expansão, estimulada pelo estádio, pela valorização imobiliária e pela atração de novos setores para a região com a construção de um Parque tecnológico e escolas técnicas, deverá se concentrar na zona leste, que poderá receber mais de R$ 1 bilhão em obras em três anos. Os investimentos poderão reverter a dinâmica existente hoje na região, que concentra 35% da população, mas oferece apenas 15% dos empregos disponíveis em São Paulo e exibe renda familiar quase R$ 1.000 abaixo da média do município.

    A zona leste tem características de uma região dormitório, com baixa oferta de emprego e alta densidade populacional, o que traz prejuízos para esses moradores, como o deslocamento deles para as outras zonas da cidade para trabalhar, diz Marcos Cintra, secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Um ponto a favor da região é a proximidade com o porto de Santos e com a cidade litorânea que deverá concentrar investimentos da Petrobras na exploração da camada pré-sal.

    Cerca de R$ 500 milhões entre recursos do governo estadual e municipal deverão ser aplicados em melhorias da infraestrutura urbana, como ampliação do acesso à avenida Jacu-Pêssego, melhorias operacionais do trecho do metrô que corta a região e construção de um sistema de monotrilho.

    Em paralelo, outro esforço é pela maior capacitação da mão de obra local. No fim de dezembro, a prefeitura assinou a cessão de uma área pública de pouco mais de 15 mil metros quadrados para construção de um Senai em Itaquera, projeto que prevê a instalação de uma escola de ensino profissionalizante, com capacidade para formar 20 mil alunos ao ano. Também está prevista a instalação de uma Etec e de uma Fatec. Essas duas estão em estágio avançado, com a estrutura quase pronta e podem ser inauguradas no próximo ano, diz Cintra. O polo institucional também deverá contar com um Parque Tecnológico, um projeto conjunto do governo do Estado e da prefeitura, que poderá abrigar 200 empresas, e laboratórios em parcerias com entidades e empresas. (RR)

    Valor Econômico/AC