Drama

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  • Postado em 27 de janeiro, 2012


    “Minutos antes do desabamento, o Luiz conversou por telefone com a mulher e falou que estava na empresa, instalando um servidor, e iria embora quando terminasse o serviço. Depois, não tivemos mais notícias dele. Estou confiante de que meu irmão conseguiu sair. Ele tem três filhos para cuidar” LUIZ CESAR VASCONCELLOS, IRMÃO DE LUIZ LEANDRO VASCONCELLOS, DE 40 ANOS, QUE TRABALHA HÁ 1 NO EDIFÍCIO LIBERDADE

    “Estava fechando o escritório e ouvi um barulho que parecia a turbina de um avião. Fui até a janela e vi uma fumaça gigantesca. Eram umas 30 pessoas. Descemos as escadas correndo e paramos no sétimo andar, fechado por escombros. Nessa hora foi difícil. Chegamos a uma escada de emergência que dava para fora do prédio e fiquei na porta para ninguém pular” CLAUDIO DE TAUNAY, ADVOGADO, RESGATADO NO TERRAÇO NO EDIFÍCIO Nº 6 DA AVENIDA ALMIRANTE BARROSO, DO LADO DO EDIFÍCIO LIBERDADE

    “Minha vida virou pó. Perdi R$ 400 mil só em material odontológico. Às 19h50, eu desci e fui embora e vi catadores de papel que geralmente ficam embaixo (na calçada) do prédio” ANTONIO MOLINÁRIO, DENTISTA, DONO DE UM CONSULTÓRIO NO EDIFÍCIO COLOMBO

    “Estava no QG da PM e ouvimos o barulho. Fui com uma equipe para a rua. No local, eu encontrei um homem com a perna presa embaixo de uma laje. Ele puxou meu pé e consegui resgatá-lo. Não sabíamos o que tinha acontecido e circulava todo tipo de boato” TENENTE-CORONEL JULIO CEZAR MAFIA MARTINS, SUPERIOR DO DIA NO QUARTEL DA PM, NO CENTRO

    “A Ana e o marido, Roberto Flaviano, trabalhavam juntos no prédio, e sempre iam embora juntos. Ontem (anteontem) foi um dia atípico, porque ele saiu uma hora antes dela. Por volta de 20h, os filhos ligaram para a Ana e ela disse que sairia entre 20h20 e 20h40. Depois não tivemos mais notícias dela” ANDRÉ LUIZ SOUZA, PRIMO DA CONTADORA ANA CRISTINA FARIA, DE 55 ANOS, QUE ESTÁ DESAPARECIDA

    “Não importa o prejuízo material. Escapei porque saí minutos antes com a minha mulher da loja. A primeira pessoa em que pensei foi o zelador. Ele estava feliz com a aposentadoria. Havia muita gente no prédio” MARCELO FERREIRA, DONO DE UMA ÓTICA, QUE ESCAPOU DO DESABAMENTO

    “Minha prima Margarida morava aqui com o marido, Cornélio, que era zelador do prédio. Ele já foi identificado como um dos mortos. Ele estava se aposentando e iam voltar para o Ceará. Agora queremos levar os corpos para serem enterrados lá. Não tenho muita esperança de ela estar viva” EUNICE ALVES, PRIMA DE MARGARIDA VIEIRA CARVALHO, DESAPARECIDA

    “Moro na Vila Kennedy (favela da zona oeste do Rio, a 44,2 km do centro) e detesto celular. Minha família ficou apavorada, porque foi difícil conseguir um orelhão para avisar que estava bem. Eu estava preocupado com meu amigo Marcelo. Ele escapou, mas quebrou a perna” ROBERTO TOMAZ FERREIRA, ASCENSORISTA DO EDIFÍCIO COLOMBO

    O Estado de S. Paulo/AC



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