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  • Postado em 20 de janeiro, 2012


    Gregos e credores perto de um acordo

    A Grécia e seus credores privados retomaram as renegociações da dívida ontem, com sinais de que podem estar se aproximando do tão esperado acordo para impedir um caótico default de Atenas. A Grécia corre contra o tempo para conseguir até segunda-feira um acordo que permita uma nova injeção de ajuda externa, antes que vençam 14,5 bilhões de euros em bônus no mês de março. Após um impasse nas negociações da semana passada por causa do cupom, ou pagamento de juros, que a Grécia precisa oferecer em seus novos bônus, os dois lados parecem estar agindo para superar suas diferenças. “A atmosfera estava boa, progresso foi feito e nós continuaremos amanhã à tarde”, disse o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, após uma série de reuniões em Atenas com Charles Dallara, diretor do Instituto Internacional de Finanças (IIF), que representa os credores privados.

    Devolução de usinas

    A devolução das concessões e a posterior relicitação pode ser a solução para tirar do papel projetos de usinas hidrelétricas leiloadas no antigo modelo regulatório do setor elétrico, sugeriu, em entrevista à Reuters, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. Esses “esqueletos” do modelo antigo somam 12 usinas leiloadas há mais de uma década. Com potencial para gerar cerca de 2,3 mil megawatts (MW), os empreendimentos enfrentam problemas ambientais (não era necessária licença prévia), sociais e até societários, como lembrou o secretário. Além disso, segundo ele, as concessões eram onerosas e os empreendedores tinham de pagar o chamado Uso do Bem Público (UBP), além de bancarem os investimentos para construir a hidrelétrica.

    Emergentes vendem US$ 11,5 bi

    As emissões soberanas dos países emergentes levantaram US$ 11,5 bilhões nos mercados globais de bônus desde o começo do ano, segundo afirmou o banco JP Morgan ontem, destacando que este valor é quase um quinto do total esperado para 2012. O recente aumento do apetite por risco permitiu a países desde a Turquia até o México acessarem os mercados, mantendo os volumes de venda de títulos em linha com as tendências do passado. O JP Morgan informou que os dados dos últimos dez anos mostram que a média de janeiro é de uma emissão de 20% do volume de todo o ano. “Esse ritmo significa que 19% da nossa previsão de emissão bruta para o ano inteiro foram atingidos nos primeiros 19 dias do ano”, afirmaram os analistas do JPMorgan em nota.

    China compra soja dos EUA

    Um início chuvoso para a colheita de soja do Brasil e uma queda nos preços dos Estados Unidos despertaram a demanda chinesa por soja dos Estados Unidos. Melhores margens de esmagamento em unidades processadoras de soja chinesas deram maior suporte à demanda por embarques de curto prazo da soja dos EUA para o maior importador mundial, que deve comprar em média de 1 milhão de toneladas por semana, para atender suas necessidades. Na semana passada a China comprou, pelo menos, 10 cargas de soja dos EUA, ou entre 550 mil e 600 mil toneladas, e esta semana reservou outras 10 cargas, no que pode ser a maior compra semanal desde o final de novembro.

    Correio Braziliense/AC



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