Desertores exibem iranianos presos

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  • Postado em 27 de janeiro, 2012


    O Exército Sírio Livre divulgou um vídeo no qual aparecem sete supostos iranianos confessando sua participação na luta armada contra os rebeldes sírios. Os homens teriam sido capturados por soldados desertores e pedem ajuda ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, para que consigam voltar para casa. “Eu sou Sajjad Amirian, membro da Guarda Revolucionária iraniana e faço parte da equipe encarregada da repressão aos protestos na Síria. Nós recebemos ordens diretas da divisão de segurança das forças aéreas em Homs”, diz um dos homens, falando em farsi, o idioma oficial do Irã.

    Os rebeldes também divulgaram um comunicado no qual clamam para que Khamenei reconheça e interrompa a participação da Guarda Revolucionária no conflito sírio. Caso isso ocorra, o Exército Sírio Livre promete libertar todos os iranianos que estão em cativeiro. Segundo a agência de notícias Al Arabiya, uma fonte de Teerã havia confirmado uma possível colaboração entre os dois países. Até 16 de janeiro, porém, “o governo iraniano não interferiu na situação”, disse a fonte, membro da Guarda Revolucionária, a unidade militar de elite do regime islâmico.

    A Síria e o Irã são importantes aliados no Oriente Médio desde a Revolução Islâmica de 1979, e o regime de Damasco foi o único, no mundo árabe, a apoiar Teerã na guerra contra o Iraque de Saddam Hussein, entre 1980 e 1988. A cooperação se intensificou a partir de 2002, quando o então presidente dos EUA, George W. Bush, incluiu ambos os países naquilo que chamou de “eixo do mal”. “Há um acordo de defesa mútua desde então e as forças iranianas podem estar colaborando com o ditador”, afirma o professor Murilo Meihy, da PUC do Rio de Janeiro. Além da Guarda Revolucionária, o Irá conta com o Basij, uma milícia formada por civis que também atua na defesa do regime islâmico e deve obediência direta ao líder supremo. (CV)

    A mesma praça…

    Milhares de egípcios voltaram a se concentrar ontem na Praça Tahrir, no centro do Cairo, para uma vez mais exigir que a junta militar acelere a transição para um governo civil.

    No mesmo palco da rebelião pacífica que forçou a renúncia do ditador Hosni Mubarak, após quase 30 anos no poder, os manifestantes gritaram lemas como “abaixo o regime militar” e “a legitimidade está na praça”. A junta, chefiada pelo marechal Mohammed Tantawi, promete entregar o poder a um presidente eleito até julho próximo.

    Correio Braziliense/AC