De volta ao varejo

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  • Postado em 30 de janeiro, 2012


    Após tentativa frustrada no passado, Xerox fecha acordo com grandes redes varejistas para vender impressoras

    Cátia Luz

    No fim do ano passado, o mercado brasileiro serviu de campo de prova para a Xerox global. O País foi escolhido para ser o primeiro a lançar a nova linha de impressoras de baixo custo desenvolvida pela empresa. Em novembro, chegaram às revendas da marca sete novos modelos – menores que os habituais, com um maior apelo de design e preços a partir de R$ 269. A ação dava início a uma aproximação da Xerox, tradicionalmente relacionada às grandes e médias empresas, ao consumidor comum.

    Nesta semana, a gigante americana, dona de um faturamento global de US$ 23 bilhões, prepara- se para dar mais um passo na direção do cliente doméstico. Acostumada a vender seus produtos a partir de uma rede de revendas especializadas em informática e de sete distribuidores, a Xerox vai passar a oferecer a nova linha de impressoras no grande varejo. A empresa já fechou acordo com três varejistas – Magazine Luiza, Walmart e o site Comprafácil – e mantém negociações com pelo menos mais quatro redes. “É abertura de um novo mercado, em que há muito espaço para crescer”, afirma Ricardo Karbage, em sua primeira entrevista após assumir a presidência da empresa no Brasil.

    A incursão não é a primeira da Xerox ao “grande público” no Brasil. No final de 2007, com direito à estreia na megaloja Super Casas Bahia, a empresa líder em gerenciamento de documentos começou a vender no varejo quatro impressoras compactas. Mas a experiência durou pouco. “Recuamos depois dos primeiros sinais da crise mundial”, diz Karbage. Desta vez, ele garante, o rumo será diferente. “Uma das coisas que a gente aprendeu comesse episódio é que precisávamos ser mais competitivos. Agora temos produto para isso”, complementa.

    O Estado de S. Paulo/AC