Consumo mantém ritmo no trimestre

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  • Postado em 18 de janeiro, 2012


    São Paulo – Indicadores da indústria e do varejo começam a mostrar que os caminhos econômicos continuam promissores no primeiro trimestre do ano. Mesmo o combalido setor têxtil espera crescer 1,5% em volume em 2012, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o que representa uma retomada do setor, que em 2011 teve queda de 14,7% da produção. Em autopeças, a Vibracoustic projeta crescimento de 10% em 2012 na América do Sul. Bem acima do esperado para o setor automotivo, que, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), deve girar em torno de 3%. Na indústria calçadista, fabricantes estão encontrando alternativas para competir com importados como licenciamento. Tradicional no segmento infantil, o licenciamento ganha espaço entre os pés adultos. As gaúchas Sugar Shoes e Bottero apostam no uso de marcas conhecidas, como Coca-Cola e Globo. A receita não deve ser muito menor que o faturamento da indústria, com alta de 4,6% em novembro em relação a igual mês de 2010, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O uso da capacidade instalada (Nuci) ficou praticamente estável em novembro, em 81,5%.

    No varejo, dados mostram que as famílias estão inclinadas a consumir, de acordo com o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O ICF chegou a 139,7 pontos em janeiro, alta de 1,8% em relação a dezembro de 2011.

    Material de construção, informática e automóveis devem esperar procura, mas não nos patamares anteriores. Segundo a “Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo”, da Fundação Instituto de Administração, há queda da intenção de compra. O cenário, no entanto, não é motivo de desânimo, segundo o professor Nuno Fouto. “Os últimos 3 anos foram fortes. Agora o varejo volta ao que era antes”, afirma.

    Apesar da melhora da renda, a qualidade de vida, principalmente de cidadãos da zona rural, ainda sofre com a falta de acesso ao conhecimento ou a oportunidades de trabalho, como mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

    DCI – Comércio, Indústria e Serviços/AC



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