Conselho aprova novo estatuto da Celesc e limita endividamento

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  • Postado em 18 de janeiro, 2012


    O conselho de administração da Celesc, empresa de energia do Estado de Santa Catarina, aprovou ontem um novo estatuto social em uma tentativa de dar mais eficiência e estabelecer controles à companhia, que tem como sócio majoritário o governo do Estado. As novas regras foram bem recebidas pelos minoritários, entre eles grandes fundos de pensão e de investimentos, que há anos têm feito forte pressão para tentar fazer com que os papéis da Celesc voltem a se valorizar na bolsa.

    A partir de agora, a empresa terá um plano diretor com duração de cinco anos no qual serão estabelecidas metas, objetivos, taxas de rentabilidade mínima, plano de obras e investimentos, todos aprovados pelo conselho. Além disso, a companhia terá limite de endividamento, que chegará a R$ 1,2 bilhão. Hoje a estatal catarinense tem R$ 360 milhões em dívida. Será reduzido de 11 para 9 o número de diretores e deixarão de existir cargos duplicados entre a holding e as empresas de geração, distribuição e transmissão. No governo anterior, cada empresa tinha um diretor-presidente.

    O diretor de relações com investidores da Celesc, André Rezende, diz que o grande desafio será reduzir o custo de pessoal, hoje muito acima do previsto na empresa de referência. O gasto com pessoal deve chegar em 2012 a R$ 520 milhões e o previsto pela Aneel é de R$ 330 milhões. A empresa de referência é levada em consideração no momento de se estabelecer índices de reajustes tarifários. Isso significa que estando fora do permitido os retornos da distribuidora ficam prejudicados. A meta é se enquadrar até 2014, para isso a Celesc vai promover um plano de demissão voluntário, reduzir horas extras e enquadrar o trabalho de eletricistas como investimento, a exemplo de outras empresas do setor.

    O novo estatuto ainda enquadrou a empresa às novas regras do Nível 2 de governança da bolsa, como exige a BM&FBovespa a partir deste ano. A Celesc também passa a ser empresa para uso exclusivo de investimentos no setor de energia, e sai do estatuto a possibilidade de investimentos em telecomunicações ou obras de infraestrutura no Estado. Além disso, a Celesc precisa se ajustar para tentar pleitear a renovação de sua concessão em 2015.

    Valor Econômico/AC



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