Capital está em obras para 2014

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  • Postado em 17 de janeiro, 2012


    Com a responsabilidade de ser uma das 12 cidades brasileiras a sediar os jogos da Copa do Mundo Fifa de 2014, Salvador aposta em capacitação profissional e eficiência no setor turístico como seus maiores legados. Para apoiar as expectativas, a capital baiana contará com investimentos federais, estaduais e municipais em infraestrutura e formação profissional, além de investimentos privados na rede hoteleira da região.

    Manoel Garrido, presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH-BA), afirma que os investimentos na revitalização e construção de novos hotéis são da ordem de R$ 1 bilhão. A previsão é de que a Copa atraia 70 mil turistas ao longo de seus 21 dias. Segundo Garrido, atualmente a cidade possui capacidade hoteleira suficiente para atender as exigências da Fifa, porém há 16 novos empreendimentos sendo erguidos, com bandeiras como Fasano e Ibero Star. Devemos chegar a 45 mil leitos até o final de 2014, dez mil a mais do que a capacidade atual.

    Entre os projetos prioritários para a Copa do Mundo está a reconstrução da Arena Fonte Nova, que sediará os jogos do mundial, e as obras de mobilidade urbana, portos e aeroportos. Segundo dados do Ministério das Cidades, R$ 6,5 bilhões serão investidos em obras aeroportuárias no país. O aeroporto de Salvador é um dos contemplados, com investimentos da ordem de R$ 47,61 milhões dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão de entrega das obras é de junho de 2013 e, segundo Ney Campello, da Secretaria Estadual para assuntos da Copa do Mundo Fifa de 2014 (Secopa).

    O Porto de Salvador receberá um novo terminal de passageiros e terá uma ampliação da área do quebra-mar. Os investimentos serão de R$ 36 milhões e R$ 100 milhões, respectivamente, com recursos do PAC. A previsão de entrega das obras é para maio de 2013. As obras fazem parte do compromisso do governo brasileiro de garantir a infraestrutura necessária para atender o tráfego de passageiros durante a Copa. A intenção é de que as obras principais fiquem prontas a tempo da Copa das Confederações, que acontecerá em junho de 2013.

    A obra mais aguardada para a Copa das Confederações é a reconstrução da Arena Fonte Nova. Segundo o Consórcio Arena Fonte Nova, responsável pela construção, o estádio estará pronto em dezembro de 2012, a tempo de sediar os jogos. O empreendimento é fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo do Estado da Bahia e a Fonte Nova Participações, concessionária formada pelas empresas Odebrecht e OAS, que obteve a concessão, via licitação pública, por 35 anos. O investimento total é de R$ 591,7 milhões, na data-base de janeiro 2010, quando foi assinado o contrato. Esse montante inclui a demolição do antigo estádio, a reconstrução da Arena e a construção de edifício garagem. Atualmente já foram repassados R$ 114 milhões.

    Após a demolição e a implosão foram feitas a terraplanagem e as fundações. Com essa etapa concluída, iniciamos a estrutura. Estamos com o esqueleto de concreto armado em plena execução e estão sendo instaladas as vigas da arquibancada, diz José Luiz Góes, diretor de engenharia da Arena Fonte Nova. Ele informa, ainda, que 95% do material resultante da implosão do antigo estádio foram reaproveitados para a construção da nova Arena. O próximo marco na construção está marcado para abril. Temos de terminar a estrutura e iniciar a cobertura do estádio em abril, é um marco importante no andamento geral da obra, afirma. O estádio terá capacidade para 50 mil espectadores. Na última avaliação feita pelo Comitê Olímpico Local e pela Fifa, em dezembro, as obras foram bem avaliadas. A Fifa declarou que o progresso da obra é evidente, e que estão seguros de que em junho de 2012 o estádio estará pronto para a escolha das sedes da Copa das Confederações, afirma o engenheiro. Para ele, um dos maiores legados oferecidos pela construção da Arena é a revitalização da região central de Salvador, uma região histórica, que será revitalizada com os empreendimentos e melhorias do entorno, afirma.

    Valor Econômico/AC



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