Bovespa sobe 0,75%, oitava alta seguida

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  • Postado em 26 de janeiro, 2012


    Alessandra Taraborelli, da Agência Estado

    SÃO PAULO – A menos de uma hora para o fechamento do mercado a Bovespa reduziu os ganhos, acompanhando a piora das bolsas em Nova York, mas, mesmo assim, fez bonito ao registrar a oitava alta seguida. No final, no entanto, não conseguiu se sustentar no patamar de 63 mil pontos. O bom humor é atribuído à expectativa de juro menor aqui e nos EUA. Hoje, a ata do Copom sinalizou que a Selic deve cair até atingir um dígito. Ontem, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) informou que a taxa de juro do país vai se manter em “níveis excepcionalmente baixos” até o fim de 2014. A expectativa anterior era de taxa baixa até meados de 2013.

    O Ibovespa terminou a sessão com alta de 0,75%, aos 62.953,06. Na mínima, registrou 62.485 pontos (-0,00%) e, na máxima, 63.805 pontos (+2,11%). Nesses oito pregões seguidos de alta, os ganhos somam 6,43%. No mês e no ano, o índice registra apreciação de 10,92%.

    Hoje o fluxo de estrangeiro foi forte, segundo uma fonte. “O estrangeiro está vindo com força. A expectativa de continuidade de juro baixo por mais tempo nos EUA torna a Bolsa brasileira ainda mais atrativa para o investidor (estrangeiro)”, disse.

    “O desempenho da Bolsa aqui só não foi melhor porque os EUA mudaram de direção”, disse outro experiente operador, ressaltando ainda que o nível de 64 mil/65 mil pontos deve ser um importante fator de resistência. “A Bolsa rompeu os 63 mil pontos numa velocidade muito rápida, por isso a Bolsa deve encontrar forte resistência neste patamar”, estima.

    Ações do setor de construção civil foram destaque de alta hoje, impulsionadas pela expectativa de juros menores. O setor é bastante dependente de crédito. Rossi Residencial ON, + 6,35%, MRV ON +5,28% e PDG ON, 5,22%. Os papéis de bancos também subiram embalados pela espera de taxa de juro de um dígito. Bradesco PN (+0,93%), Banco do Brasil ON (+2,23%) e Itaú Unibanco PN (+1,57%).

    Já nos EUA, as bolsas abriram em alta ainda sob o efeito do Fed, na véspera. Pela manhã foram divulgados seis indicadores econômicos nos EUA, alguns positivos e outros nem tanto, o que acabou segurando a reação das bolsas norte-americanas.

    Economia & Negócios – Agência Estado/AC



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