As tarefas de Graça na Petrobras

  • Português
  • English
  • Postado em 25 de janeiro, 2012


    Por Cláudia Schüffner | Do Rio

    Graça Foster, indicada para a presidência da Petrobras, terá de enfrentar vários desafios para diminuir as desconfianças do mercado financeiro e de acionistas minoritários em relação à empresa. O maior deles é operacional. A Petrobras fechou 2011 com produção média de 2,022 milhões de barris/dia, 4% menor que a meta estabelecida.

    É vista com preocupação a queda da produção em campos gigantes da Bacia de Campos, como Roncador, Marlim, Marlim Sul e Marlim Leste, enquanto se acelerou a exploração no pré-sal. Em relatório do Deutsche Bank, os analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca admitem frustração com as tendências de produção da estatal e afirmam que apesar do pré-sal da Bacia de Santos ser a principal fonte de crescimento da Petrobras nos próximos anos, a Bacia de Campos “permanecerá a província mais importante para a empresa e para o país por um tempo”.

    Outro desafio é a falta de uma política de preços, principalmente para o óleo diesel, vendido hoje no Brasil com valor 20% abaixo da paridade internacional, como destacam o Deutsche e o Credit Suisse. O banco suíço menciona preocupações com a remuneração do capital das novas refinarias.

    Página B7

    Valor Econômico/AC



    Rio Negócios Newsletter

    Cadastre-se e receba mensalmente as principais novidades em seu email

    Quero receber o Newsletter