Aporte no Brasil deve chegar a US$ 50 bi

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  • Postado em 17 de janeiro, 2012


    Expectativa é para o investimento acumulado nos próximos cinco anos

    Na visão geral das empresas, não há como não ter a China como parceira. “A tendência de investimento chinês no continente não tem volta. As commodities são o ponto de partida, mas eles vão rápido para a manufatura e têm o apoio do governo para adquirir empresas no exterior nessa área”, diz Ricardo de Carvalho, sócio da consultoria Deloitte que acompanha de perto as empresas chinesas no Brasil. “Hoje temos apenas 10% das 200 maiores empresas chinesas atuando na América Latina. Isso não será mais assim em pouco tempo.”

    Segundo ele, o desempenho de companhias como a JAC Motors no Brasil já sinaliza o que vem pela frente: depois das montadoras, a tendência é que cheguem na região, vindos da China, também fornecedores de peças e serviços para a indústria automobilística. (leia mais na pág. 6).

    Segundo Carvalho, há expectativa de que nos próximos cinco anos o investimento chinês no Brasil some US$ 50 bilhões. Em 2010, representaram US$ 15 bilhões.

    De acordo com especialistas, o avanço chinês na América Latina, além do apoio do governo, deve- se à agilidade do país em fazer negócios e colocar em prática o plano de operação para alcançar as metas planejadas de forma rápida. Por outro lado, o Brasil tem procedimentos institucionais excessivamente burocráticos que impedem a conclusão ágil de empreendimentos comerciais.

    Do lado chinês, o pedido é por mais abertura no mercado brasileiro, seja pelo fim de barreiras para a compra de terras ou para a venda de veículos importados, sobretaxados com impostos sobre produtos industrializados.

    “Essa pressão só pode ser aliviada com eficiência industrial e, no que diz respeito ao governo, coma redução de impostos ao setor produtivo brasileiro”, afirma o embaixador Rubens Ricupero. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) chegou a divulgar que “o quadro atual é de alerta para o setor industrial”, declarou a instituição em nota. C.B.

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    Depois das commodities, interesse se expande para a indústria de manufaturas

    Brasil Econômico/AC