Ano tem dois IPOs que já valem quase metade do volume de 2011

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  • Postado em 24 de janeiro, 2012


    Brasil Travel, que anunciou os termos da operação ontem, deverá levantar até R$ 1,42 bilhão

    Vanessa Correia

    Se 2011 foi um ano para esquecer no que se refere a oferta de ações, o começo de 2012 sugere um ano promissor. A rede de drogarias Pague Menos (veja matéria ao lado) não é a única interessada em levantar recursos no mercado acionário.

    Só nos últimos dois dias, duas companhias divulgaram os termos das operações que, juntas, poderão levantar R$ 3,1 bilhões, quase a metade de todos os IPOs feitos no ano passado.

    Na segunda-feira, a empresa de serviços para exploração marítima de petróleo Seabras informou que sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) poderá captar até R$ 1,7 bilhão.

    Ontem, foi a vez da empresa de serviços de turismo Brasil Travel divulgar que seu IPO poderá levantar até R$ 1,42 bilhão. “Ainda é cedo para afirma se essas operações apontam uma tendência positiva, mas se o conjunto de notícias externas ajudar, é possível que vejamos uma melhora em relação ao ano passado”, afirma Ricardo Torres, professor de finanças da BBS-Business School.

    Em2011, o volume captado via oferta de ações somou R$ 19 bilhões, o menor valor desde o início da série histórica, em 2006. O cenário é ainda mais drástico se considerado apenas o montante captado por meio de IPOs: R$ 7,4 bilhões, em 11 operações.

    Além da proximidade dos prazos, outro ponto incomum entre as ofertas brasileiras em andamento são os volumes: ambas superam R$ 1 bilhão, o que indica que os investidores buscam operações mais robustas, segundo Fabiano Guasti Lima, pesquisador e consultor do Instituto Assaf. “Esse é o corte que o mercado está fazendo, até por conta do clima que incerteza que ainda paira sobre as economias europeias”, aponta.

    Contudo, o professor da BBSBusiness School acredita que o volume não interfere na demanda pelos papéis e sim a qualidade da companhia e a geração de fluxo de caixa. “É claro que essas empresas estão aproveitando o momento de calmaria para vir a mercado.

    Mas o segmento de atuação das companhias, assim como a estrutura e precificação da operação pesam”, completa Torres.

    Outro fator que pode tornar essas operações bem-sucedidas é o volume significativo de recursos de investidores estrangeiros que estão no país. Até o dia 20 de janeiro, o fluxo na bolsa brasileira era positivo em R$ 4,91 bilhões, o maior desde maio de 2009.

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    Em 2011, o volume captado via oferta de ações somou R$ 19 bilhões, o menor valor desde o início da série histórica, em 2006; IPOs levantaram apenas R$ 7,5 bilhões

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    Brasil Econômico/AC



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