A primeira década de um bairro particular

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  • Postado em 22 de janeiro, 2012


    Dez anos após seu lançamento, Península se consolida e ainda espera a chegada de 5 mil moradores

    Quando a Carvalho Hosken lançou a Península, na Barra da Tijuca, uma de suas estratégias de marketing foi comparar o empreendimento a um dos mais charmosos bairros da cidade, a Urca. A ideia era vender que o novo “bairro”, então apelidado de Urca da Barra, além de ter uma única entrada e saída, ofereceria segurança e belas paisagens, assim como naquele pedaço privilegiado da Zona Sul.

    Dez anos depois, o apelido, como se sabe, não pegou. Mas o bairro, sim, começa a se consolidar. Hoje, são 3.200 famílias morando no empreendimento – cerca de dez mil pessoas divididas entre as 3.400 unidades já entregues. Ao todo, foram lançadas 5.361 e vendidas 4.635. E o crescimento se mantém. São 51 edifícios prontos e quatro em construção, além de um shopping que tem inauguração prevista para o mês de outubro. Outros 12 lançamentos, quase todos residenciais, devem acontecer nos próximos anos.

    Erguida numa área de 800 mil metros quadrados, a Península tem o tamanho do Leblon, mas apenas 30% de sua área construída. E o seu maior mérito talvez seja o de ter preservado o manguezal do entorno.

    – Desde a primeira vez que vi aquela área, sempre imaginei um empreendimento integrando toda a área com a natureza. Nunca pensei em repartir e fazer lotes independentes, sem uma infraestrutura que desse a unidade que a Península tem hoje – diz Carlos Carvalho, presidente da Carvalho Hosken e idealizador do projeto. – Eu gastei 20 anos de trabalho antes que o primeiro prédio fosse levantado recuperando manguezais e construindo ruas.

    Os próximos lançamentos residenciais incluem dois condomínios de luxo com apartamentos de até 400 metros quadrados. A partir daí, não há previsão para os outros prédios.

    – A Península ainda terá nove lotes para condomínios a serem desenvolvidos. O que e quando será feito só o mercado imobiliário pode dizer. Obviamente, a infraestrutura pública deverá acompanhar esse crescimento. Mas só as obras que as Olimpíadas de 2016 estão trazendo já ajudam bastante – acrescenta Carvalho.

    A estimativa é que a população final da Península, dentro de alguns anos, gire em torno de 15 mil pessoas.

    Sugestões para esta coluna devem ser enviadas para bem4cantos@oglobo.com.br

    O Globo/AC



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